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PUBLICADO EM 24.05.2016 - 9:06

Bode Cheiroso: a saída para a crise política

A segunda-feira me embrulhou o estômago com os bastidores políticos em Brasília. A dobradinha telefônica entre Romero Jucá e Sergio Machado foi para constranger qualquer cidadão. Diante dos fatos expostos, não me sobrou alternativa e o debate de hoje, como toda terça, ou quase toda, será no Bode Cheiroso. É ali, naquele pé-sujo tijucano (ou do Maracanã, para o mais precisos), onde as pessoas verdadeiramente de bem neste país se reúnem para chorar as pitangas e molha a palavra.

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A dobradinha do Bode faz a gente esquecer por instantes que Romero Jucá existe. Foto: Bond Buteco

Se o ministro do Planejamento, Romero Jucá, planejou o golpe, digo a você que hoje planejei coisa muito melhor. Podem me grampear. Vou com tudo na dobradinha da Josi, a cozinheira do Bode, e tomar uma meia dúzia com três vascaínos: Lelê, Manu e Elaine. Estes, sim, são vices de verdade. Sou fã. Vascaínos de primeira (olha a moral!). O Bode Cheiroso, para quem não conhece, é um dos melhores botequins da cidade. Além da buchada das terças, tem o melhor pernil com maionese do mundo, todos os dias. O balcão é portentoso. Tem jiló, moela, ovo, alho temperado, torresmo, pernil, pastel, empada, batata calabresa, azeitona temperada e sardinha frita na hora. Sem falar nos traçados da casa: o chá de macaco e a água de morcego. Imperdíveis. A birosca fica na Rua General Canabarro 218, pertinho da Estátua do Bellini, que não é do Bellini. É golpe. Não acredita? Chega lá perto e vê se está escrito algo em relação ao (grande) Bellini. Não está. Mas pouco importa. O Bode Cheiroso também não é Bode Cheiroso é Bar Macaense.  Aceita de tudo: dinheiro, cartão, fiado, crédito suplementar e pedalada fiscal. Não crê? Liga no 2568-9511.

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