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PUBLICADO EM 14.01.2017 - 17:04

Nesse calorão, cuidado com a hipertermia!!!

Jasmine, uma Yorkshire de 4 anos, deu um susto danado há alguns dias na sua tutora, Veronica Ferrei. Mas, antes que eu diga o que aconteceu, já respondo que ela agora está bem. Elas estavam em casa, quando Veronica percebeu que a cadelinha começou a ter um comportamento estranho.

Jasmine teve hipertermia. Ela ficou agitada, ofegante e com temperatura de 39, 8 graus (Divulgação)

Jasmine teve hipertermia. Ela ficou agitada, ofegante e com temperatura de 39, 8 graus (Divulgação)

Jasmine estava ofegante e agitada. Na tentativa de acalmá-la, pegou-a no colo, mas ao colocá-la no chão, ela não ficava de pé e começou a babar. Minutos depois, menos agitada, Veronica a enrolou-a numa toalha molhada e levou Jasmine para o quintal, lugar mais fresco da casa. Em seguida, percebeu que Jasmine estava com as pupilas dilatadas e que batia nas coisa ao caminhar. Correram, então, para o veterinário. Dignóstico? Hipertermia, que é o aumento da temperatura corpórea de forma excessiva. Ela pode causar patologias e até mesmo a morte do animal. Jasmine estava com 39.8 graus.

Os animais também sofrem com as altas temperaturas, por isso, todo cuidado com seu pet nesse calor ainda é pouco. E, como não falam, estar atento a essas mudanças de comportamento, como fez Veronica com Jasmine, é muito importante, e pode salvar a vida do seu filho peludo.

Cães  braquiocefálicos, aqueles que têm focinho achatado, como o Pug podem apresentar quadros mais grave da doença (Divulgação)

Cães braquiocefálicos, como o Pug, podem apresentar quadros mais grave da doença (Divulgação)

Os sintomas que a Yorkshire apresentou são exatamente os descritos pela veterinária da Cobasi, Carla Storino Bernardes. Além da dificuldade respiratória, andar cambaleante, confusão mental e excesso de saliva, ela também destaca alteração na coloração de língua e parte interna das orelhas, apatia, vômito, diarréia e convulsão.

Carla ressalta que esses sintomas acometem todas as raças, mas variam de acordo com a raça e o tempo de exposição do animal ao sol. No entanto, segundo ela, os cães braquiocefálicos, aqueles que têm focinho achatado, como Buldogue Francês, Pug, Boxer, Shih Tzu, e outros, sofrem mais no calor e podem apresentar quadros mais graves de hipertermia. A veterinária alerta que os tutores de animais idosos também devem ter cuidados redobrados com eles no verão porque  desidratam com maior facilidade e que é preciso estimulá-los a tomar mais água.

Banhos e tosas em animais peludos também ajudam  diminuir a possibilidade de hipertermia (Divulgação)

Banhos e tosas em animais peludos também ajudam diminuir a de hipertermia (Divulgação)

Os procedimentos adotados por Veronica com Jasmine quando ela percebeu que a Yorkshire não estava bem também foram os mesmos recomendados por Carla. A veterinária recomenda colocar o animal em um local ventilado e fresco; oferecer água em quantidade ideal; usar toalhas molhadas ou aplicar água no nele para resfriá-lo e baixar a temperatura; levar o pet o mais breve possível ao veterinário.

Mas, o ideal é evitar o problema, não é?! Então, aí vão as dicas da Carla: os animais devem sempre ficar em locais frescos, com sombra e ventilação abundante; os passeios devem ser evitados nas horas mais quentes do dia para que não haja desidratação ou possíveis queimaduras nas patinhas; banhos e tosas também ajudam diminuir a possibilidade de hipertermia; água fresca e abundância para manter seu peludo hidratado.
Ah, e não são apenas os cães que podem ter hipertermia. Gatos, aves e roedores também. Então, nesse calorão fiquem atentos aos seus animais de estimação!

 

Gatos,  aves e roedores também podem ter hipertermia (Reprodução)

A hipertermia não dá apenas em cães, mas também em gatos, aves e roedores (Reprodução)

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