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PUBLICADO EM 13.03.2017 - 7:00

Cães da Guarda Municipal do Rio ‘atendem’ crianças especiais da Apae Tijuca

A Guarda Municipal do Rio de Janeiro (GM-Rio) retoma, nesta segunda-feira, o projeto de Cinoterapia  que é o uso de cães em tratamento de pessoas com deficiência. O projeto é do Grupamento de Cães de Guarda (GCG) e estava suspenso há seis anos. Serão atendidas crianças de 5 a 8 anos da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae), da Tijuca.

Guarda Municipal retomam hoje o projeto de Cinoterapia na Apae (Divulgação GM)

Guarda Municipal retoma nesta segunda-feira o projeto de Cinoterapia na Apae Tijuca (Divulgação GM)

Implantada na GM-Rio em 2005, a Cinoterapia é um importante recurso para auxiliar no tratamento médico de crianças e idosos, proporcionando melhorias significativas na qualidade de vida.  O projeto funcionou até 2011, em parceria com profissionais da área de saúde de instituições como o Abrigo Cristo Redentor, Retiro dos Artistas e a própria Apae. “Este é uma das ações que começamos a resgatar com foco no cuidar das pessoas”, afirmou a inspetora geral Tatiana Mendes, comandante da GM-Rio.

No contato direto com os animais, os pacientes apresentam melhorias no sistema imunológico e no quadro clínico. Estudos demonstram que ao acariciar um animal, as pessoas liberam endorfina, hormônio que produz bem-estar. Nas crianças com necessidades especiais, como síndrome de Down, autismo e paralisa cerebral, o tratamento contribui para a cognição, socialização, concentração e mobilidade, desenvolvendo a afetividade e ainda reduzindo o estresse e a agressividade.

- As experiências anteriores nos motivaram a reativar o projeto. Tanto as crianças como os idosos que tiveram contato com os cães apresentaram melhoras significativas. Pudemos perceber as mudanças logo no primeiro contato, e isso é muito gratificante. Selecionamos quatro cães de temperamento mais dócil e interativo, essencial para esse tipo de trabalho e realizamos treinamentos específicos com eles – explica o inspetor Aluízio Alvarenga, comandante do GCG, que tem hoje um plantel de 40 animais.

 

O uso de cães no tratamento médico de crianças e idosos proporciona melhorias significativas (Divulgação GM)

Cães no tratamento médico de crianças e idosos proporcionam melhorias significativas (Divulgação GM)

Para o contato com as pessoas, os animais passam por processos de higienização e controle de zoonoses, só sendo liberados para a atividade após aprovação do veterinário. Antes de cada sessão, eles recebem um verdadeiro tratamento de beleza – que inclui banho e lixamento de unhas – e ainda exames que comprovam estar com a saúde em dia. Participam do projeto o labrador Black e os golden retriever Joia, Jade e Joe, escolhidos por serem bastante sociáveis. Os cães estão acostumados com a atividade e não oferecem riscos aos pacientes. Nas sessões, os cães são acompanhados por seus condutores, que convivem com eles desde pequenos e têm grande domínio sobre os animais.

Talento de família

Três dos cães que participam do projeto de Cinoterapia comprovam a máxima que diz que talento vem de família. Jade, Joia e Joe são filhos do cão Scott, que foi um dos principais destaques do Showdog da GM-Rio, programa de integração com a sociedade que consiste em apresentações lúdicas e técnicas de adestramento. Scott se aposentou em 2015, após uma bela carreira alegrando crianças, idosos e adultos, e também participando do projeto de Cinoterapia.

Fonte: Guarda Municipal do Rio de Janeiro
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