twitterfeed
PUBLICADO EM 20.04.2017 - 11:05

Guardas municipais têm treinamento sobre impacto da poluição em animais marinhos

Guardas municipais do Rio estão recebendo treinamento sobre impacto da poluição em animais como aves, tartarugas e mamíferos marinhos. As aulas acontecem na Universidade Castelo Branco, na Penha, e são dadas pela equipe de veterinária da universidade, que realiza trabalho de resgate de animais marinhos debilitados ou mortos por meio do Projeto de Monitoramento de Praias – Bacia de Santos. As ações são fundamentais para preservação da fauna na cidade. Com um efetivo total de 185 guardas, o GDA tem sede no Parque Nacional da Tijuca.

marinho2

O GDA atua no resgate de animais silvestres em toda a cidade por meio da Patrulha Ambiental – inciativa da Prefeitura do Rio que reúne agentes da GM-Rio e da Secretaria Municipal de Conservação e Meio Ambiente. Em 2016, foram resgatados 1.934 animais silvestres em situação de risco na cidade.

O objetivo é aprimorar os conhecimentos relacionados ao monitoramento diário da faixa de areia de praias urbanizadas, nas áreas de costão e ilhas. Os guardas também aprendem sobre as medidas a serem adotadas ao encontrar animais marinhos debilitados e encalhados que necessitem de resgate e manejo para encaminhamento a unidades acolhedoras. Além disso, o treinamento visa orientar quanto aos procedimentos adequados ao se encontrar animais mortos para realização de estudos e identificação da causa da morte.

marinho5

O GDA foi criado em 1994 com a missão de auxiliar órgãos oficiais de preservação nas ações contra crimes ao meio ambiente. Diariamente, os guardas do GDA atuam no patrulhamento de parques, mirantes e Floresta da Tijuca, onde também controlam a presença de excursionistas, fazem acompanhamentos por trilhas e prestam orientações variadas. Além de auxiliar a segurança de visitantes, do patrimônio ambiental (flora e fauna) e de inibir ações de vandalismo à natureza, o grupo reforça ações surpresas do Ibama contra caçadores. Inúmeros materiais de caça foram apreendidos e acampamentos de caçadores já foram descobertos e destruídos.

Os guardas atuam, ainda, junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente com fiscais da pasta atendendo denúncias de crimes ambientais como aterro e construções irregulares, despejo de poluentes, incêndios e apreensão e resgate de animais silvestres. Atualmente, a Patrulha Ambiental é responsável pela maioria dos resgates de animais em situação de risco na cidade. A Patrulha Ambiental já resgatou cobras, jacarés tamanduá, gambás, e gaviões. Durante o dia, uma patrulha cobre o Centro e Zona Sul; a outra atua na Zona Oeste, no Parque Marapendi (Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá); e à noite, há uma patrulha itinerante atuando em toda a cidade.

marinho

Denúncias e solicitação da população direcionadas à Patrulha Ambiental devem ser realizadas por meio da Central de Atendimento ao Cidadão (telefone 1746), da Prefeitura do Rio, que funciona 24h.

 

Procedimento para resgate de animais

A Guarda Municipal alerta a população sobre o resgate de animais silvestres: ao flagrá-los em área urbana ou em qualquer situação de risco fora do seu habitat, deve-se acionar a equipe da Patrulha Ambiental pelo telefone 1746 para um resgate seguro. O manuseio não é aconselhável e muito menos tentar afugentá-los, pois pode agravar qualquer lesão que os animais apresentarem.

Quando os animais estão em boas condições de saúde, a soltura é feita no habitat natural, como por exemplo, o Parque Municipal de Marapendi. Em casos de ferimentos, geralmente os animais são encaminhados para o Centro de Recuperação de Animais Silvestres (CRAS), da Universidade Estácio de Sá, onde recebem atendimento veterinário até poderem ser reintroduzidos em seu habitat. A equipe da Universidade Castelo Branco também recebe animais, como foco nos marinhos.

 

FONTE: Guarda Municipal do Rio

Publicidade