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PUBLICADO EM 19.10.2017 - 8:36

Prefeitura faz mutirão para castrar gatos

Está aberto o agendamento para o mutirão de castração de gatos no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman, o hospital veterinário, na Mangueira, no Rio. A inscrição está sendo feita na Avenida Bartolomeu de Gusmão 1.120, em São Cristóvão. Mas, atenção: o procedimento é apenas para quem mora na cidade do Rio. As cirurgias serão no próximo sábado, dia 21. São 100 vagas, sendo 50 para machos e 50 para fêmeas.

A ação é direcionada aos felinos porque o procedimento faz parte, também, do combate à esporotricose, zoonose que pode ser fatal e que está acometendo os gatos da cidade. Somente neste ano, segundo a Vigilância Sanitária do município, foram atendidos nas unidades de zoonoses e medicina veterinária do órgão 9.672 animais, número considerado alarmante pelas autoridades da pasta. Os gatos são a maioria dos afetados, chegando a quase 100%.

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Para agendar a cirurgia, é necessário levar o animal e pegar a senha que começará a ser distribuída às 7h. Serão 30 por dia. Só serão aceitos dois animais por CPF. Além das cirurgias do próximo sábado, haverá mais duas datas para a castração: 25 de novembro e dia 16 de dezembro, com 100 vagas cada, divididas igualmente para machos e fêmeas.

A castração, além de prevenir a superpopulação, já que cada casal de gatos pode gerar até 50 filhotes por ano, faz o animal viver mais e melhor. A cirurgia reduz a possibilidade de tumor de mama nas fêmeas, tumor de ovário, tumor de útero, infecções uterinas, doenças prostáticas, estresse de cio, fugas, atropelamentos, ninhadas indesejáveis, abandono e de contrair doenças que podem ser fatais para animais e humanos

 

Postos fazem tratamento gratuito 

Nas unidades da Vigilância Sanitária, o atendimento é gratuito e consiste no exame do animal, encaminhamento de material para análise em laboratório, fornecimento do medicamento, orientação para o tratamento em casa, castração e monitoramento para o dono do animal não esquecer as datas de retorno às unidades. Além dos levados pelos donos, as unidades também tratam daqueles abandonados nas ruas.

A contaminação dos felinos ocorre pelo contato das garras do animal com material orgânico em decomposição contaminado, como cascas de árvores, palhas, farpas, espinhos e o solo. Para humanos a doença é transmitida por arranhões e contato direto com a pele lesionada. No gato, a doença pode ser mortal, mas o risco de óbito diminui se o diagnóstico for no início da infecção e o tratamento começar logo.

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Nos animais devem ser observados alguns sinais, como feridas no focinho e nos membros. As feridas são profundas, geralmente com pus, não cicatrizam e costumam progredir para o resto do corpo. Perda de apetite, apatia, emagrecimento, espirros e secreção nasal também são manifestações da doença. Além do Instituto Jorge Vaitsman, o atendimento de cães e gatos também é feito gratuitamente pelo Centro de Controle de Zoonoses Paulo Dacorso Filho, no Largo do Bodegão, 150, Santa Cruz.

 

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