Para definir o ranking
PUBLICADO EM 16 de julho de 2017

A disputa de hoje, no basquete masculino sub-17, pode alterar posições no topo da tabela de classificação final

Por: Bernardo Costa

A 20ª edição dos Jogos da Baixada chega ao fim hoje na Vila Olímpica de Duque de Caxias. Pelo quarto ano consecutivo, o maior evento socioesportivo da região será encerrado na quadra de basquete. É uma oportunidade para as delegações que estão atrás dos líderes Caxias e Nova Iguaçu conquistarem pontos para subir na tabela de classificação final. E o retrospecto do ano passado as favorece. São João de Meriti, que está empatado com Magé na quinta colocação, ficou em segundo lugar no basquete masculino sub-17, a categoria que está em disputa hoje. Já Belford Roxo, que está em nono na tabela, ficou em terceiro — as posições garantem medalha e pontos importantes para o ranking das cidades.

A final do vôlei entre Nova Iguaçu e Queimados: jogo disputado na última semana (Foto: Sandro Vox / Agência O DIA)

A final do vôlei entre Nova Iguaçu e Queimados | Foto: Sandro Vox / Agência O DIA

“Estamos com o time bem entrosado. A coletividade é o nosso ponto forte para pontuarmos na categoria e colocar a cidade nas cabeças”, garante Robson Lourenço, técnico do basquete de Meriti.

A delegação de Belford Roxo, que está na nona colocação e foi terceiro lugar no basquete masculino sub-17 no ano passado, aposta num bom desempenho hoje para ficar entre as quatro primeiras posições do ranking. “O somatório final do basquete pode nos favorecer”, acredita Luiz Olyntho, um dos coordenadores da delegação da cidade.
Queimados, que vem tirando o sono dos favoritos, quer manter o histórico de bons desempenhos no basquete para encostar nos líderes. O técnico Bruno Freire — o Space — conta que seu time está bem preparado. “Queimados respira basquete. Criamos uma tradição aqui”, destaca ele.
Os irmãos gêmeos que são técnicos das equipes de vôlei de Nova Iguaçu e de Queimados (Foto: Sandro Vox / Agência O DIA)

Os irmãos gêmeos que são técnicos das equipes de vôlei de Nova Iguaçu e de Queimados (Foto: Sandro Vox / Agência O DIA)

Na semana do vôlei
As disputas emocionantes no vôlei, na semana passada, evidenciaram o trabalho dos técnicos gêmeos Marcos Vinicio e Marcos Antônio, de Nova Iguaçu e Queimados; e da técnica Márcia Martins, de Caxias. Ao longo das vinte edições dos Jogos da Baixada, a trajetória profissional deles foi sendo moldada. Todos os anos é difícil não encontrá-los no pódio.
Os gêmeos começaram a jogar no Caonze, em Nova Iguaçu. Na época, havia uma febre devido ao primeiro ouro olímpico da Seleção Brasileira, em 1992. Na pelada de rua, a rede era um portão. Hoje, eles dão aulas nas Vilas Olímpicas de Nova Iguaçu e de Queimados, no Fluminense e na escolinha MMV, no Iguaçu Basquete Clube. Márcia Martins, que ingressou nas competições para conseguir uma bolsa de estudo, apaixonou-se pelo esporte. É professora de educação física no Colégio Casimiro de Abreu. De sua participação nos Jogos, Márcia coleciona medalhas como atleta e como técnica.
Homenagens a quem fez história
Na sala de xadrez, depois do árbitro anunciar as regras da competição, no último fim de semana, a comissão organizadora dos Jogos da Baixada apresentou aos jovens Manoel Migueis, de 72 anos. Foi ele o responsável pela inclusão da modalidade no maior evento socioesportivo da região, em 2001. E não é só isso. Migueis é tido como um dos maiores divulgadores do xadrez no Estado Rio. Em Nova Iguaçu, deu aulas como voluntário por mais de 30 anos no Iguaçu Basquete Clube e em escolas públicas. Mas ele quer mais. Após a homenagem, anunciou que voltará a dar aulas de xadrez na Associação de Moradores do Bairro da Luz, em Nova Iguaçu.
Manoel Migueis: prêmio para o maior divulgador do xadrez no Rio (Foto: Sandro Vox / Agência O DIA)

Manoel Migueis: prêmio para o maior divulgador do xadrez no Rio (Foto: Sandro Vox / Agência O DIA)

Duas semanas antes, no pódio do futebol, foi a vez de reverenciar Almir Barreto, de 72 anos, um dos técnicos mais antigos em atividade nos Jogos da Baixada. A medalha que recebeu foi por gratidão. No dia da decisão, ele foi o primeiro a entrar em campo para cobrir uma falha do gramado com terra trazida do quintal de casa. Esforço reconhecido no fim da tarde.