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PUBLICADO EM 21.12.2016 - 7:26

Cabelo sem mega hair e carne de hambúrguer

As 48 horas que Adriana Ferreira Almeida, a viúva da Mega-Sena, já está na cadeia pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, geraram um novo corte de cabelo – com a retirada do mega hair adereço proibido no sistema carcerário – além de um cultivo à ansiedade. Embora o juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, da 2ª Vara de Rio Bonito, tenha revogado a prisão da ex-manicure segunda-feira, ela só deve sair hoje. Ontem, a ex-manicure comeu arroz, feijão, carne de hambúrguer com batata palha. Como sobremesa doce de leite.

Adriana foi condenada a 20 anos acusada de mandar matar o companheiro René Senna, ganhador da bolada de R$ 52 milhões, em 2005, hoje avaliada em R$ 120 milhões. De acordo com o advogado Jackson Rodrigues, ela não deixou a prisão ontem porque não houve tempo hábil para concluir o Sarc, pesquisa da Divisão de Capturas e Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter) da Polícia Civil para verificar se há outros mandados de prisão em aberto. “O trabalho não foi concluído porque eles estão congestionados com outras pesquisas”, afirmou.

Para conceder a liberdade da viúva da Mega-Sena, o magistrado impôs que ela terá que comparecer mensalmente ao juízo e está proibida de ter contato com a família da vítima e com testemunhas de acusação. Não pode ainda deixar a comarca de Cachoeira de Macacu, onde mora, e tem que usar tornozeleira eletrônica. Segundo o juiz, a prisão preventiva foi decretada ao final da sessão do Tribunal do Júri para evitar risco à aplicação da lei penal, já que as diligências realizadas para intimar a ré a comparecer ao seu julgamento, realizado entre os dias 13 e 15, fracassaram. E isso demonstraria que a viúva se encontrava em local incerto e não sabido, configurando chance concreta de fuga. “Não se verificou, naquele momento ou agora, qualquer outro fundamento que permitisse a decretação da prisão preventiva da ré”, esclareceu o magistrado.

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