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PUBLICADO EM 08.02.2017 - 8:32

Viúva da Mega-Sena pode voltar para a cadeia

Juiz nega possibilidade de novo júri popular e afirma que expedirá mandado de prisão. Advogado entra com mais um recurso para garantir liberdade a Adriana

Defesa de Adriana não conseguiu anular júri popular na 2ª Vara de Rio Bonito, na Região Metropolitana (Foto: Severino Silva/Agência O DIA)

Defesa de Adriana não conseguiu anular júri popular na 2ª Vara de Rio Bonito, na Região Metropolitana (Foto: Severino Silva/Agência O DIA)

Uma nova decisão do juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, da 2ª Vara de Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio, voltou a colocar a viúva da Mega-Sena, a ex-cabeleireira Adriana Ferreira Almeida, perto de voltar à prisão. Condenada a pena de 20 anos por envolvimento na morte do marido, Renné Senna, que ganhou prêmio de R$ 52 milhões em 2005, o magistrado não aceitou o pedido do advogado de Adriana, Jackson Rodrigues, para que ela fosse submetida a novo júri popular.

Pilderwasser alerta na decisão que, se não houver novo recurso, expedirá o mandado de prisão. Adriana ganhou o direito de recorrer da sentença em liberdade dado pelo mesmo juiz porque sempre se apresentou à Justiça e tem endereço fixo. Ela deixou a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na véspera de Natal, duas semanas após a condenação.

Para impedir que ela volte para atrás das grades, Jackson Rodrigues informou que protocolou novo recurso no Tribunal de Justiça, ontem à noite. “Então, não há a chance de nova prisão até o julgamento do tribunal”, explicou.

O grande embate jurídico entre o juiz e o advogado de Adriana é o de que ela não pode ser submetida a novo júri porque essa possibilidade foi extinta em 2008. Porém, o advogado sustenta que, como o crime ocorreu em 2007, é possível pleitear por novo julgamento porque a pena atingiu 20 anos. “Se a lei previa a possibilidade de novo júri quando o fato ocorreu, a minha cliente não pode ser prejudicada”, alegou Jackson Rodrigues.

Além da liberdade de Adriana, estão em jogo a bolada de R$ 120 milhões (valor atual da fortuna de Renné), retidos em uma conta na Caixa Econômica Federal, e reivindicada pela filha dele, Renata Senna. Amputado das duas pernas por sequelas de uma diabete mal cuidada, ele deixou de ser lavrador e vendedor de doces em Rio Bonito ao fazer uma aposta de R$ 1 e ser sorteado. Enquanto o novo episódio judicial não é resolvido, Adriana tem que comparecer em juízo mensalmente, está proibida de ter contato com a família da vítima e com testemunhas de acusação. Não pode ainda deixar a comarca de Cachoeira de Macacu, onde mora.

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