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PUBLICADO EM 09.02.2017 - 12:23

Defesa de Pezão-Dornelles aposta em anulação do julgamento

A decisão da desembargadora eleitoral Fernanda Tórtima de não votar sobre a cassação da chapa do governador Luiz Fernando Pezão e do vice Francisco Dornelles ontem é um dos argumentos da defesa dos políticos para salvar os mandatos da dupla. Nos bastidores, os defensores alegam que o quórum tem que ser completo, ou seja, os seis membros precisariam votar. O presidente só vota em caso de desempate.

Ontem, Fernanda Tórtima, que compõe a Corte na vaga da advogacia, alegou que não votaria porque um dos seus clientes, apesar de não ser parte, foi envolvido na ação. Então, o presidente Antônio Jayme Boente, entendeu que a ação poderia ser julgada. Três desembargadores votaram pela cassação e dois contra. Mas a lei eleitoral determina que nesses casos, o substituto tem que ser convocado. Porém, Fernanda não tem suplente porque a lista está nas mãos do presidente Michel Temer. Então…muita água ainda vai rolar até que seja batido o martelo final do destino de Pezão e Dornelles.

Nesta quinta, em entrevista à CBN, o governador questionou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral. ”Ainda tem muito tempo para essas decisões serem tomadas na Justiça Eleitoral. Não votaram os sete membros do TRE. Vamos ainda lutar muito. Esse é o trabalho da oposição, já entraram com mais de 20 ações, eu ganhei 15 e ainda faltam cinco para serem votadas. Eu tenho muita tranquilidade, já tive minhas contas aprovadas e na hora certa vou comprovar. Se não for aqui, vai ser em Brasília no Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou.

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