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PUBLICADO EM 14.02.2017 - 7:37

Políticos dentro do Supremo

COM A PALAVRA: Diego Werneck, professor da FGV Direito Rio

O interesse político imperou na indicação de Temer do então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para vaga no STF. Ele ainda será sabatinado pelo Senado, mas participou de ‘sabatina informal’ no barco do senador Wilder Morais (PP-GO), em Brasília. Sem dúvida, Moraes vai para a Corte. Diego Werneck diz que um único ministro político pode gerar benefícios imensos para seus aliados.

Qual a influência do novo ministro na Operação Lava Jato?

Direta, nenhuma, mas indiretamente haverá, quando houver a discussão sobre a execução de penas, por exemplo.

O Supremo é uma Corte político-política?

É errado ministros se encontrarem com atores políticos. É um problema, à parte. A Lava Jato precisa de credibilidade. Teori Zavascki era respeitado por estar distante da política. É preciso que qualquer ministro deixe para trás a política que o levou até lá.

Diego Werneck, professor da FGV Direito Rio

Diego Werneck, professor da FGV Direito Rio

O senhor acha que há algum risco de o nome de Moraes não passar?

Não. A negociação com o Senado é feita antes de o nome ser anunciado para impedir que seja rejeitado.

Moraes recebe apoio de investigados pela Lava Jato. Qual o preço?

A população tem que ligar os pontos. Um ministro pode não colocar um processo em pauta. As pessoas têm que ficar de olho. Mas não acho que isso vai ocorrer com a Lava Jato.

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