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PUBLICADO EM 17.03.2017 - 11:02

TJ decidirá sobre expulsão de oficial

Tenente-coronel condenado por morte de juíza recebe salário em torno de R$ 27 mil 

A Polícia Militar deu o primeiro passo para o Tribunal de Justiça decidir se será expulso da corporação o tenente-coronel Luiz Cláudio Silva de Oliveira, condenado a 36 anos de prisão, como mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em 11 de agosto de 2011, com 21 tiros. A primeira sessão do Conselho de Justificação será no dia 30, às 14h, por videoconferência em um sala do TJ. Isso porque, o oficial está preso em um presídio federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

O pedido para utilizar as instalações da Corte, que dispõe de equipamentos para o tenente-coronel se defender à distância, foi feito pelo coronel Marcos Vinicius da Silva Mello ao juiz da Vara de Execuções Penais, Rafael Estrela, que atendeu prontamente. O procedimento que pode resultar na exclusão do oficial da PM estava parado há quatro anos. Mas no dia 31 janeiro, a desembargadora Gizelda Leitão Teixeira decidiu que o Conselho tinha que começar porque a condenação de Cláudio foi confirmada pela 3ª Câmara Criminal. Ao final do caso na esfera administrativa, a PM encaminha ao secretário de Segurança, Roberto Sá, que envia ao TJ. Um órgão colegiado dará a palavra final sobre a permanência ou não do oficial na corporação. Enquanto isso, ele continua a receber o salário pela PM em torno de R$ 27 mil. Outro oficial tenente Daniel Santos Benitez Lopez também continua na corporação com salário de pouco mais de R$ 8 mil. Já nove praças condenados pelo crime foram expulsos em 2014. Eles eram lotados no 7º BPM (São Gonçalo).

A juíza Patrícia Acioli foi assassinada com 21 tiros na porta de sua casa (Foto: Reprodução)

A juíza Patrícia Acioli foi assassinada com 21 tiros na porta de sua casa (Foto: Reprodução)

Patrícia Acioli foi emboscada na porta de seu condomínio no bairro de Piratininga, Região Oceânica. Os disparos foram efetuados por dois homens encapuzados em motocicletas, um deles depois apontado como sendo o tenente Daniel Lopez.

A magistrada era titular da 4º Vara Criminal de São Gonçalo e foi responsável pela prisão de cerca de 60 policiais acusados de corrupção e homicídios. Ela colocava em xeque os registros de ocorrência que tratavam de mortes em confronto com os policiais.

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