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PUBLICADO EM 13.04.2017 - 12:41

Haveria muitos motivos para recomendar “Tancredo Neves, o príncipe civil”, do jornalista Plínio Fraga. Senhoras e senhores: é um baita livro, obrigatório, sobretudo quando vemos a sociedade flertar com fascistas, ditaduras e esquisitices afins. A história se repete, a gente sabe, e é por isso que vale a pena voltar ao passado, a ver se aprendemos alguma coisa. Esse livro é uma boa oport

PUBLICADO EM 12.04.2017 - 11:22

Taí um livro que me consumiu horas de leitura: “Letras (1961-1974)”, do Bob Dylan, com tradução do Caetano Waldrigues Galindo. Fiquei muito tempo nele não exatamente porque seja grandão – e é, de fato – mas porque fiz questão de acompanhar algumas letras junto com as músicas. E o YouTube me salvou. Foi uma bela tarde musical, entrando pela noite.

No fim das contas, a verdade é que

PUBLICADO EM 29.03.2017 - 13:17

Sabe Shakespeare? Pois. Gosto de ler Shakespeare de vez em quando. Não entendo nada de nada, muito menos dele, mas é sempre uma boa surpresa voltar a seus dramas e comédias. Li poucas peças, nunca vi num teatro. Sou fã de leituras, vocês sabem. E fico na superfície, sabem também. Por isso que não me meto em analisar profundamente a obra de ninguém, justamente pra não correr o risco de m

PUBLICADO EM 27.03.2017 - 16:09

A gente tenta acreditar na humanidade, mas está difícil. Toda semana é um golpe. Não é por acaso que sempre repito que temos que investir nas crianças, porque nós, os grandinhos, já não estamos mais dando conta de criar um mundo melhor. Perdemos.
Por essas e por outras, anote esse nome: Chimamanda Ngozi Adichie. Difícil, né? Mas merece. É uma escritora nigeriana que vai fundo na críti

PUBLICADO EM 25.03.2017 - 20:04

O pessoal reclama de corrupção porque não entende como ela faz bem para o país. Trata-se de uma legítima parceria público-privada, em que as empresas remuneram políticos pelas tarefas que eles desempenham a seu favor, autorizando obras e projetos mil, gerando empregos e renda para todos. Patriotas e abnegados, os políticos trabalham muito e, por isso, deveriam até receber hora-extra. Mas,

PUBLICADO EM 15.03.2017 - 23:46

Gosto muito do Benjamin Moser. Escreveu um pequeno livro chamado “Autoimperialismo”, um tapa na cara de alguns deuses intocáveis da história brasileira, principalmente o Oscar Niemeyer, aquele que “nunca conseguiu dizer não a um tirano”, como diz o Moser. Ou seja, curto, grosso, certeiro. Ao discutir a arquitetura grandiosa de Brasília, ele mostra também como somos chegados a

PUBLICADO EM 14.03.2017 - 18:11

Quando passei no vestibular, lá se vão três décadas, fiz mais pontos em física do que em disciplinas mais importantes para a minha área. “Culpa” dos meus professores, que eram muito bons e me despertaram uma curiosidade permanente pelos segredos e leis do Universo, que costumam assustar muita gente. Mas isso está mudando – basta ver a rápida popularização da física nos últimos te

PUBLICADO EM 09.03.2017 - 22:13

Anote aí: “Beleza é uma ferida”, do indonésio Eka Kurniawan. Baita companheiro de viagem. Foram 400 páginas que, aqui e ali, me levaram a Garcia Márquez, Vargas Llosa, Érico Verissimo, Cortázar e até ao velho João Ubaldo. Não me perguntem objetivamente por que isso aconteceu. Mas foi, e pronto.
“Beleza…” é desconcertante do início ao fim. A personagem central é Dewi Ayu,

PUBLICADO EM 06.03.2017 - 21:36

Quanto tempo por dia você passa no seu carro? Duas ou três horas – e olhe lá. Depois disso, o possante fica ocioso. Mas, se existisse um sistema de transporte capaz de suprir suas necessidades básicas, você não abriria mão de ter um carro somente seu?Não estamos falando de táxis, uber ou ônibus, mas de um veículo que, no momento certo, estará esperando por você na hora e no local ma

PUBLICADO EM 26.02.2017 - 11:51

Li “Os invernos da ilha” em meio a umas baguncinhas que se meteram na minha vida ano passado. Talvez por isso, na época sublinhei uma frase logo do início do livro: “Atraía-me a ideia de apenas ficar calado. Mudo, sem precisar explicar nada a ninguém”. Haja Freud. Certo é que não dei ao livro a devida atenção. Mas não o passei adiante, como de costume. Deixei-o dormindo aqui ao la

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