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PUBLICADO EM 12.04.2017 - 11:22

Bob Dylan

Taí um livro que me consumiu horas de leitura: “Letras (1961-1974)”, do Bob Dylan, com tradução do Caetano Waldrigues Galindo. Fiquei muito tempo nele não exatamente porque seja grandão – e é, de fato – mas porque fiz questão de acompanhar algumas letras junto com as músicas. E o YouTube me salvou. Foi uma bela tarde musical, entrando pela noite.

No fim das contas, a verdade é que eu não tinha noção de como o Bob Dylan estava enfronhado na minha memória. Desde “Lay, lady, lay” (1969), pelo menos outras trinta canções continuam merecendo meus respeitos. Logo se vê que não sou fã número um, mas um sincero, porém distante, admirador da obra do cara. E nem deixa de ser bastante coisa, considerando que nunca fui muito chegado a pop, rock e gringos em geral. Nem mesmo em português, aliás, eu presto atenção às letras das músicas. Sei que é uma falha, das grandes, mas também não estou aqui para contar desvantagens.

E as letras, por falar nisso? Se a voz inconfundível de Robert Allen Zimmerman ganhou um Nobel por conta delas, e o mundo todo perdeu tempo discutindo se letra de música é ou não literatura, não sou eu que vou te apresentar alguma ideia nova a respeito. O cara é o que é. O único comentário sobre a tradução é que o Galindo é um sujeito muito respeitado, responsável pela mais recente tradução do “Ulysses”, do James Joyce, entre outras obras de peso. Tá bom, né?
Portanto, fico por aqui, apenas na sugestão. O livro engloba justamente a época – para mim – mais produtiva e inovadora do Nobel de Literatura 2016. São os clássicos. Pensa numa aí. “Like a rolling stone”? Está lá. “Mr. Tambourine Man” está lá também. E por aí vai.
Como você verá, é um livro grande e pesado, mas vale quanto pesa. Deveria vir acompanhando de uma caixa de CDs. Taí uma boa ideia de presente.

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