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PUBLICADO EM 20.02.2016 - 14:54

Capítulo 43 – EPÍLOGO

Negociei o final do Profeta G com meu desenhista e ele aceitou tirar a arma da minha cabeça se eu colocasse na capa do livro seu nome e uma função heroica para seu personagem. Este epílogo mostrará que cumprimos nossa parte no trato.

Pois bem: o final do capítulo passado termina com um beijo do Profeta G na mulher do padeiro, insinuando que eles, quem sabe, tivessem

PUBLICADO EM 09.11.2015 - 13:08

 

Capítulo 42 – PROFETA G x PROFETA G

Antes de ter uma arma apontada à minha nuca eu tinha uma ideia de como terminaria a história do Profeta G: numa espécie de alucinação do original. Ele se imaginaria lutando com aquele Profeta G recriado por Marcos Bassini, um personagem menos lúdico, mais para malandro que para profeta, aproveitaria para fazer ali uma discussão entre duas l

PUBLICADO EM 02.11.2015 - 15:41

O texto a seguir faz parte da iniciativa #‎AgoraÉQueSãoElas‬: uma semana de mulheres ocupando os espaços masculinos de fala. Homens convidam mulheres para escrever no seu lugar e se colocam nesse lugar do ouvinte. Dando voz e vez a uma mulher. Reconhecendo a urgência da luta feminista por igualdade de gênero e o protagonismo feminino nesta luta.

Sylvia Palma ocupa hoje, no Livros em Cons

PUBLICADO EM 23.08.2015 - 20:45

 

CAPÍTULO 41- REVELAÇÃO

Agora a resposta à segunda pergunta, colocada lá no primeiro parágrafo do capítulo anterior: quem está aqui, ao meu lado?

Por isso passo a relatar o que aconteceu agora há pouco, quando entrou aqui empunhando uma arma, esta que mira meu cérebro.

Até você?, perguntei.

É assim que você me trata? Por “você”? Nem aqui, pessoalmente, você diz meu nome?

PUBLICADO EM 19.08.2015 - 22:24

você nunca gostou mesmo desse lance de musa. os textos. as renúncias. os gestos quase heróicos. tudo feito para você. que sempre saiu pela tangente. sempre foi assim. quer dizer, antes não. depois. quando você abriu mão de ser a única na minha vida. assim que resolveu me deixar ser dividido pelo resto do mundo. eu demorei pra entender isso. isso de você abrir mão de mim sem nunca realmen

PUBLICADO EM 16.08.2015 - 20:33

 

Capítulo 40 – DESENHISTA

Você deve estar se perguntando o que o Profeta G foi fazer ali, na casa de Marcos Bassini. Aliás, você deve estar se perguntando também quem está aqui ao meu lado, enquanto escrevo mais este capítulo.

A resposta à primeira pergunta primeiro.

Há alguns meses o Profeta G estava andando pela rua e, desta vez, ninguém o seguia, fazia perguntas ou pedia

PUBLICADO EM 09.08.2015 - 20:29

 

Capítulo 39 – ENCONTROS

O capítulo passado é a prova de que a vida imita a arte: assim como Marcos Bassini, meu homônimo, minha criatura, eu, seu criador, também recebo uma carta ameaçadora.

E assim como neste instante ele, que se prepara para jantar, levanta para atender a porta, eu faço o mesmo, com licença, continuo no próximo parágrafo.

Fui autorizado a continuar a his

PUBLICADO EM 05.08.2015 - 19:04

Cores saturadas, movimentos laterais em camera lenta e muitos silêncios. Lembranças são assim, peças órfãs e granuladas de quebra-cabeças sem trilha sonora ou frases de efeito ricocheteando pela eternidade. Finais que não engolimos e chaves de portas que fecharam, perdidas em um jarro de vidro onde nadam histórias contadas por um só lado. Ninguém ensina a gente na escola a ser deixado.

PUBLICADO EM 20.07.2015 - 17:11

 

Capítulo 38 – MÁGICA

Marcos Bassini recebe uma carta anônima.

Mas desta vez não é meu homônimo e a ameaça da carta é menos preocupante: o remetente diz que deixará de ser meu leitor.

Diz a carta: “Marcos, sou sua leitora. Não sou assídua, mas leio seus textos com uma certa frequência. Confesso que achei boa a ideia de se livrar daqueles personagens. Não gostava de Fúr

PUBLICADO EM 08.07.2015 - 19:02

como um dia, para alguma outra coisa, disse o poeta – de repente, e não mais que de repente – estava ali, encaixado entre as coxas dela, com uma perfeição pra lá de rara (senão inédita). os corpos quentes, totalmente nus, numa cumplicidade de quem trocou muito mais do que palavras. coisa de quem só consegue se tivesse ensaiado, e aperfeiçoado, esse momento em um milhão de tentativas.

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