Arquivo do autor:Cadu Bruno

18 mar

O (aparentemente) cansado Shogun: será hora de parar ou há lenha para queimar?

Por Leo Salles

Em entrevista coletiva para divulgação do TUF Brasil 4, Maurício Shogun disse que ver novos atletas querendo alçar um lugar ao Sol é motivo de alegria e que o incentivou de certa forma a querer mais para sua carreira. Consagrado no mundo do MMA, com lutas impressionantes no cartel, além de ter sido campeão do Pride e do UFC, Shogun não tem nada a mais a provar a ninguém. Nas últimas vezes que apareceu para conversar com os jornalistas, Shogun aparentou uma cara cansada. Cansado pelas derrotas recentes ou pela pressão da família que largue o esporte ou pela falta de vontade de treinar. Não dá para saber.

Vindo de quatro derrotas nas últimas cinco lutas, talvez uma mudança de ares para a categoria dos médios ou uma mudança para os Estados Unidos treinar nas melhores academias o fariam retomar o caminho das vitórias. Mas será que o brasileiro meio-pesado realmente quer mudanças, ou tudo não passa de uma fase ruim?

Primeiramente, Shogun repetiu numa roda com jornalistas que a família não curte que ele lute, pois consideram o esporte muito agressivo (especialmente sua esposa e sua mãe). Em segundo lugar, o meio-pesado precisa repensar a estratégia de luta contra adversários que também são perigosos. Ir para o in fight muitas vezes é mal negócio, o que ficou comprovado na sua última derrota para Ovince Saint-Preux. Motivação para cortar peso e descer para os médios e enfrentar uma categoria que está em polvorosa após o fim do reinado de Anderson Silva é atestado de óbito dentro da organização, ainda mais pela má fase que vive.

Maurício Shogun pode enfrentar Rogério Minotouro, numa revanche aguardada pelos fãs (Foto: Leo Salles)

Maurício Shogun pode enfrentar Rogério Minotouro, numa revanche aguardada pelos fãs (Foto: Leo Salles)

Acredito que o brasileiro tenha vivido uma fase ruim e não vejo má condição técnica, algo que ele é impecável. Talvez, para recuperar a confiança, enfrentar um lutador pós-top 10 ou fora do ranking seria uma boa opção. Pelo que Shogun fala e pelas últimas lutas marcadas, dificilmente terá um combate fácil, já que ele nunca fugiu de luta, sempre aceitou os desafios instantaneamente.

Inegavelmente, Shogun é um grande chamariz para o público brasileiro, e sua escolha para ser técnico do TUF não foi à toa. Agora, depende dele querer continuar nessa carreira vitoriosa e tentar algo mais, pois não precisaria ser expor. No entanto, uma revanche contra Rogério Minotouro brilharia os olhos de muitos fãs, mesmo que não seja do nível daquele incrível combate vencido em 2005 pelo curitibano.

POSTADO POR: Cadu Bruno às 11:00
18 mar

TUF Brasil 4: o que esperar do reality, segundo Shogun, Minotauro e Minotouro

Por Rodrigo Tannuri e Leo Salles

Nesta quarta (18/03), foi realizada a coletiva do TUF Brasil 4, com a presença dos treinadores Maurício “Shogun” e Rodrigo “Minotauro”, junto de seu irmão e auxiliar, Rogério “Minotouro”. Como é sabido, o slogan do reality aqui no Brasil, cuja estreia é no dia 5 de abril, é “Em busca de campeões”. Porém, o que estamos acostumados a ver são integrantes do programa tendo participações bem modestas no UFC. Sobre isso, os três foram unânimes, afirmando que esta edição, que conta com 32 lutadores dos galos e dos leves, será de alto nível, sendo marcada por ótimas lutas:

“Disparadamente, esse foi o melhor TUF que eu participei. Eu nunca vi os atletas lutarem desse jeito. Lidar com o sonho deles foi estimulante. Todos esses atletas têm condições de irem bem no UFC.”, garantiu “Minotauro”.

Shogun, que vive a pior fase da carreira, com quatro derrotas em cinco combates, vê uma motivação profissional e recuperação da auto-estima ao ser um dos treinadores do programa:

Maurício Shogun, Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro: teinadores do TUF Brasil 4 (Foto: Leo Salles)

Maurício Shogun, Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro: teinadores do TUF Brasil 4 (Foto: Leo Salles)

“Lutar em Vegas e ter Dana do lado animou os atletas. Fiquei muito feliz com as lutas e com o empenho dos atletas dentro da casa. Os fãs poderão entender mais a filosofia das artes marciais”, disse o curitibano.

Originalmente, Anderson Silva seria um dos treinadores, porém o escândalo do doping o obrigou a se afastar das gravações do programa. Tal decisão do UFC também foi comentada pelos atletas. Os irmãos Nogueira preferiram minimizar o acontecimento:

“Os lutadores sentiram a saída do Anderson. Eu e meu irmão fomos chamados para dar apoio.”, informou “Minotauro”. ”A surpresa foi grande. Foi um momento difícil, tenso, rápido, mas, como somos amigos, irmãos do Anderson, aceitamos substituí-lo”, disse “Minotouro”.

Quando perguntados sobre o futuro de cada um, “Shogun” e “Minotouro” não confirmaram o acerto para a tão desejada revanche, mas, ao que tudo indica, ela tem tudo para ser oficializada. Ambos vêm em franca decadência nos meios-pesados e a hora para finalmente o UFC casar uma das revanches mais aguardadas é agora. E claro, se acontecer nas finais do TUF, provavelmente no dia 27 de junho.

Rodrigo Minotauro substituiu Anderson Silva como técnico do TUF Brasil 4 após o ex-campeão dos médios sair do programa por ser pego no doping (Foto: Leo Salles)

Rodrigo Minotauro substituiu Anderson Silva como técnico do TUF Brasil 4 após o ex-campeão dos médios sair do programa por ser pego no doping (Foto: Leo Salles)

Entre os 32 participantes da nova edição do TUF Brasil, há alguns nomes conhecidos do MMA nacional. Dileno Lopes, um dos mais experientes da casa, esteve nas preliminares da primeira edição do programa, porém foi derrotado e agora recebe nova chance. Lenadro Hiho “Pitbull” já possui um certo hype, assim como Giovanni Soldado. Todos eles estão na categoria dos galos. Na categoria dos leves, para os apelidos, uns melhores que o outro, como “Jack Godzilla”, “Mistoca”, “Índio Brabo”, “Açougueiro” e “Cavalo de Guerra”, além da presença de mais um argentino no plantel: Nazareno  Malegarie “El Tigre”

Ao contrário das outras edições, quando ocorreram diversas brincadeiras, dessa vez, os treinadores garantiram que o tom foi de extrema seriedade e profissionalismo:

“Meu principal foco foi manter o respeito entre as equipes. Não tivemos muitas brincadeiras, preferi mantê-los na linha. Nossa rotina é treinar duro, se dedicar e não ficar de brincadeira.”, garantiu “Shogun”.

Maurício Shogun pode enfrentar Rogério Minotouro, numa revanche aguardada pelos fãs (Foto: Leo Salles)

Maurício Shogun pode enfrentar Rogério Minotouro, numa revanche aguardada pelos fãs (Foto: Leo Salles)

“O Shogun conversou com a gente e preferimos essa abordagem mais séria. O que houve no TUF com o Werdum ficou para trás. Tivemos menos brincadeiras e mais foco.”, completou o peso-pesado.

Diante de tantas promessas, só resta a todos aguardar a quarta edição do TUF Brasil. Será que assistiremos a lutas de alto nível e a um programa mais sério e competitivo do que as edições passadas? Veremos.

POSTADO POR: Cadu Bruno às 5:08
15 mar

UFC 185: Dos Anjos destrói Pettis e se torna campeão dos leves

Por Rodrigo Tannuri

O American Airlines Center, no Texas, foi palco de um evento histórico. Além do show ter sido de alto nível, nos deu dois novos campeões, que brilharam e massacraram os rivais. E mais, o card preliminar terminou com todos os combates encerrados por nocaute ou finalização. Que mais noites como essa se repitam.

Rafael dos Anjos x Anthony Pettis – impressionante. Essa é a palavra perfeita para definir a atuação do brasileiro. O talentoso Pettis, apontado como gênio por muitos, não só foi dominado, como também perdeu de forma nunca antes vista. Quem poderia imaginar que o outrora lutador de Jiu-Jitsu fosse se transformar neste monstro do MMA? Rafael é um veterano do UFC que batalhou muito para chegar ao topo. Ele, simplesmente, derrotou Donald Cerrone, Ben Henderson e Anthony Pettis, ou seja, a nata dos leves. É um campeão com todas as letras e que merece muito respeito. A verdade é que o brasileiro humilhou Pettis. A palavra é forte sim e a dedicação de Dos Anjos para evoluir é ainda mais. Dá até para dizer que ele é o atleta que mais evoluiu. O tempo só o melhora e o mais legal de notar em suas atuações é o semblante focado. Nunca um lutador brasileiro tinha sido campeão dos leves do UFC, então nada mais justo que Dos Anjos ser contemplado com tal glória. Longa vida ao novo rei dos leves!

Joanna Jędrzejczyk x Carla Esparza - ela prometeu e cumpriu. Ao longo da semana, Joanna afirmava que seria campeã, que tiraria o sorriso do rosto de Esparza, etc. Poucas são as vezes em que o desafiante destrona o campeão de forma convincente, mas Jędrzejczyk fez mais do que isso. Ela simplesmente massacrou. Deu até pena de ver Esparza, até então campeã, sendo surrada no octógono. A cada potente golpe acertado e a cada defesa de queda bem executada a certeza de que o cinturão trocaria de mãos aumentava. A performance de Joanna foi tão assustadora, que dá até para dizer que foi a melhor do ano. Só a de Ronda Rousey pode, talvez, se igualar. Aos 27 anos e invicta no MMA, a experiente striker pode sim marcar época no UFC. Ela já entrou para a história sendo primeira atleta européia a ter o cinturão da organização.

Johny Hendricks x Matt Brown - a princípio, esperava-se um duelo mais equilibrado. O que se viu, no entanto, foi um passeio do ex-campeão dos meio-médios do UFC. Usando e abusando do Wrestling, “Bigg Rigg” fez o que quis com o bravo Brown. É até engraçado, mas, buscando o cinturão, Hendricks é agressivo e imparável, mas, sendo dono dele, ele se torna mais passivo e sem pressão. Agora, ele aguarda o vencedor de Robbie Lawler x Rory MacDonald e tem jogo para dificultar para ambos. “O Imortal” bem que tentou, mas sua trocação não foi o bastante para frustrar o rival. Mesmo tendo perdido a segunda seguida, o americano não tem do que se envergonhar, pois foi derrotado pelo campeão e ex-campeão dos meio-médios. É questão de tempo para Brown dar a volta por cima. Seu lugar no top-5 da divisão segue intacto e quem deve se preocupar é seu próximo adversário.

Alistair Overeem x Roy Nelson - aqui, dois resultados eram esperados: Overeem vencendo por decisão ou Nelson nocauteando. Quem apostou na primeira opção se deu bem. O gigante holandês, especialista na trocação que é, fez uso do seu maior arsenal de golpes para castigar o gordinho. Com muitos chutes no joelho e joelhadas bem aplicadas na linha de cintura, Overeem estava impecável. No terceiro round, cometeu um deslize que quase o fez perder a luta, para sua sorte, o knockdown sofrido foi no apagar das luzes. Com a segunda vitória seguida, fica clara a filosofia do renomado treinador Greg Jackson na postura de Alistair. Sendo mais cauteloso e estando mais leve, o holandês é páreo duro para qualquer um. Os fãs podem não gostar dele, achá-lo marrento, porém o mesmo é muito bom lutador. Já Nelson, no alto dos seus 38 anos, preocupa. É verdade que o vencedor do TUF 10 vem sendo derrotado por nomes de alto nível e que dificilmente será demitido, mas, no atual momento, um anúncio de aposentadoria não seria surpresa.

Henry Cejudo x Chris Cariaso – ser um atleta olímpico é diferente de ser apenas atleta. Bem mais experiente no Wrestling, o invicto Cejudo fez o que quis com o outrora desafiante ao cinturão dos moscas. Aos 28anos, ainda se acostumando ao UFC e sendo melhor lapidado no MMA, “O Mensageiro” vai mostrando suas credenciais e, no futuro, pode ser páreo duro para o campeão.

SEM DECISÕES, PRELIMINARES SUPERAM EXPECTATIVA

Apesar de ser um striker poderoso, era difícil imaginar Ross Pearson nocauteando o veterano Sam Stout, outro bom trocador. No entanto, o vencedor do TUF 9 mostrou precisão e, mais do que isso, a confiança necessária para voltar a ter um lugar no top-15 da divisão. Pelos médios, o canadense Elias Theodorou, vencedor do TUF: Canadá x Austrália, permaneceu invicto e é tão superior a Roger Narvaez, que venceu mesmo estando visivelmente acima do peso e em plena casa do rival. Não satisfeito, ainda quebrou o braço dele com um chute. Beneil Dariush e Daron Cruickshank cumpriram o prometido e deram uma guerra ao público. Ambos distribuíram diversos golpes rápidos e repletos de más intenções. Como é mais completo, Dariush, parceiro de treino de Rafael Dos Anjos, levou a melhor, mostrando muita frieza para finalizar o oponente. Foram necessárias algumas vaias para o pesado Jared Rosholt acordar. Depois de um primeiro round chato, o pesado finalmente fez uso do Wrestling, sua especialidade, e com muito ground and pound liquidou a fatura. Com 28 anos, o americano é um atleta novo e pode se firmar no top-15 dos pesados, já que é melhor condicionado que a maioria deles.

Estreando nos moscas, Sergio Pettis, irmão mais novo de Anthony, ia vencendo de forma tranquila, porém, no segundo round, foi surpreendido pelo esquentadinho Ryan Benoit. Mesmo lutando em casa, o rapaz foi corretamente vaiado por ter comemorado a vitória, chutando o oponente, que estava caído. Com tal atitude, o UFC bem que poderia dar um bom exemplo, demitindo o lutador, que não se mostrou profissional. Se o irlandês Conor McGregor mostrou a que veio no UFC, seu último algoz, Joseph Duffy também chegou, chegando na organização, mostrando que pode dar o que falar nos leves. Abrindo o evento, Larissa Pacheco foi surrada por Germaine de Randamie, especialista em trocação. A brasileira, atleta mais jovem do UFC, entrou com a estratégia errada, aceitando a trocação, pagou o preço pelo erro e pode ser cortada.

Resultados do UFC 185:

CARD PRINCIPAL

Rafael dos Anjos derrotou Anthony Pettis por decisão unânime
Joanna Jędrzejczyk derrotou Carla Esparza por nocaute técnico no 2º round
Johny Hendricks derrotou Matt Brown por decisão unânime
Alistair Overeem derrotou Roy Nelson por decisão unânime
Henry Cejudo derrotou Chris Cariaso por decisão unânime

CARD PRELIMINAR

Ross Pearson derrotou Sam Stout por nocaute no 2º round
Elias Theodorou derrotou Roger Narvaez por nocaute técnico no 2º round
Beneil Dariush derrotou Daron Cruickshank por finalização no 2º round
Jared Rosholt derrotou Josh Copeland por nocaute técnico no 3º round
Ryan Benoit derrotou Sergio Pettis por nocaute técnico no 2º round
Joseph Duffy derrotou Jake Lindsey por nocaute técnico no 1º round
Germaine de Randamie derrotou Larissa Pacheco por nocaute técnico no 2º round

POSTADO POR: Cadu Bruno às 2:22
13 mar

‘Nostradamus do MMA’ adivinha os vencedores do UFC 185

Meus amigos proféticos do MMA! Que saudade de vocês” Esse tempo todo sem evento me faz me coçar todo por dentro. Fico ansioso para disparar meus plapites do além, com muita graça e muita sabedoria. Hoje a minha adivinhação celestial é para o UFC 185, direto de Dallas, terra dos cowboys, dos vaqueiros, do peão de boiadeiro (calma, exagerei), com grandes duelos, incluindo a luta mítica entre o showman Anthony Pettis e o nosso grande Rafael dos Anjos, pelos título dos leves. Ainda teremos as bonequinhas porradeiras dos palhas se enfrentando, Carla Esparza e Joanna Jedrzejczyk. Que evento, moçada do MMA!

Antes, um aviso importante: acertei 7 de 10 combates do UFC 184, com a Ronda ganhando mais uma luta em poucos segundos! Surrela, moçada! Um bom evento, bons combates. Teríamos na verdade 11 lutas, mas o embate entre Kid Yamamoto e Roman Salazar ficou sem resultado por conta de uma lesão no olho de Salazar. Uma pena.

Na luta principa, Anthony Pettis e Rafael dos Anjos se degladiarão pelo título dos leves. Pettis é um atleta completo, com um repertório que deixa todo fã de MMA boquiaberto. Já o nosso Rafael virou um monstro lutador de MMA após investir na trocação e morar nos EUA. Merecida essa chance para ele, que deve buscar a luta agarrada para frustrar o dinâmico “Showtime”. Quem leva essa, meus amigos proféticos?

Nostradamus do MMA

Na co-luta principal, Carla Esparza mede forças com a polonesa com um nome hiperdifícil de falar e escrever, mas excelente lutadora Joanna Jedrzejczyk( usei CTRL C + CTRL V no sobrenome). Comabte que deve se desenrolar no chão para ambas atletas. Quem vence o tútlo dos palhas, moçada?

Ainda, no card principal, Jonhy Hendricks, ex-campeão dos meio-médios, mede forças cok o imortal Matt Brown, num excelente combate marcado. Outro  duelo mítico é de grandes nocauteadores: Alistair Overeem e Roy Nelson. Meu Deus, quem vai apagar ainda no primeiro round? Abrindo o card principal, Hnery Cejudo e Chris Cariaso fazem o duelo dos levinhos, pelos moscas.

No card preliminar, destaques são o card inteiro: boas lutas marcadas pelo UFC. Uma delas é o embate entre Ross Peason e Sam Stout, pelos leves. Daron Cruickshank e Beneil Dariush fazem outro bom duelo pela mesam categoria. E a nossa Larrisa Pacheco, de apenas 20 aninhos, mas porradeira de primeira, mede forças com a veterana casca-grossa da trocação Germaine de Randamie.

Moçada do MMA, meus plapites insanos oriundos da Estrela da Andrômeda estão disponíveis para vocês desfrutarem. Peguem o suco de groselha, os salgadinhos e se concentrem para mais um grande evento de MMA. Segurem essa macumba do além, pos ela está especial!

Anarriê!

UFC 185

CARD PRINCIPAL

Anthony Pettis x Rafael dos Anjos
Carla Esparza x Joanna Jedrzejczyk
Johny Hendricks x Matt Brown
Alistair Overeem x Roy Nelson
Chris Cariaso x Henry Cejudo

CARD PRELIMINAR

Ross Pearson x Sam Stout
Elias Theodorou x Roger Narvaez
Daron Cruickshank x Beneil Dariush
Jared Rosholt x Josh Copeland
Sergio Pettis x Ryan Benoit
Jake Lindsey x Joseph Duffy
Larissa Pacheco x Germaine de Randamie

POSTADO POR: Cadu Bruno às 12:05
13 mar

UFC 185: Rafael dos Anjos tem chance da vida após sete anos no evento contra Anthony Pettis

Por Leo Salles

Rafael dos Anjos está no UFC desde 2008. Era conhecido até algum tempo atrás como um lutador de chão e pouca desenvoltura em pé. Porém, o niteroiense percebeu que algo deveria ser mudado no jogo para alcançar voos mais altos. Investiu no boxe e no muay thai, além de ter continuado aprimorando seu jiu-jitsu. E a recompensa, após 17 lutas na organização,  é a luta pelo cinturão dos leves contra o perigoso e um dos mais dinâmicos atletas do MMA, Anthony “Showtime” Pettis no UFC 185, em Dallas, nos Estados Unidos, que ainda com a disputa do título dos pesos-palhas feminino entre Carla Esparza, a campeã, contra a polonesa Joanna Jedrzejczyk. O evento ainda tem grandes lutas no seu card, incluindo Matt Brown contra o ex-campeão dos meio-médios Johnny Hendricks e Alistair Overeem contra Roy Nelson. Sem dúvida, um dos melhores do cards do ano até aqui. O UFC 185 começa às 19h30, e o card principal tem seu início previsto às 23h (de Brasília).

Anthony Pettis x Rafael dos Anjos

Anthony Pettis é realmente um show de lutador. Um dos dinâmicos atletas a pisar no octógono, “Showtime” possui repertório dos mais variados, na trocação ou no chão, e sempre tem um golpe guardado na manga para pegar desprevinido seus adversários. Faz sua segunda defesa de cinturão, após emparelhar o ex-campeão Ben Henderson pela segunda vez e Gilbert Melendez, numa épica finalização por guilhotina. Contra dos Anjos, Pettis vai usar seu estilo ousado para derrotar o brasileiro e não deixar que o adversário encurta a distância para derrubar. Para o brasileiro, o melhor caminho é o que Gilbert Melendez demonstrou no combate passado: partir para o clinch e tentar derrubar o adversário e ficar por cima. Mesmo tendo mostrado uma evolução absurda na trocação, talvez não seja uma boa ideia ficar em pé contra o campeão. Porém, o favoritismo é todo de Pettis, o que pode até beneficiar dos Anjos e soltar o seu jogo, ja que nas suas últimas lutas eles sempre foi considerado zebra para vencer. E se ganhar, não será nenhuma surpresa, pois pela carreira que tem será merecido o cinturão.

Carla Esparza x Joanna Jedrzejczyk

Carla Esparza levou o título dos palhas como vencedora do TUF 20 e era a cabeça-de-chave número um do programa. Mantave-se sempre favorita e impôs seu estilo de combate em todas as lutas. O forte da campeã  é a luta agarrada e montar no ground and pound. Se fizer bem sua tarefa contra a perigosa polonesa Joanna Jedrzejczyk ( ganhou o title shot após vitória polêmica e bastante constetável contra a brasileira Claudinha Gadelha), Esparza terá vantagem num combate que pode durar os cinco rounds, pois a polonesa é bastante resistente. Para Jedrzejczyk, o caminho é manter o controle do octógono e conseguir ficar por cima, caso a luta vá para o chão. O favoritismo é da campeã, pela regularidade que apresenta em seus combates.

Johny Hendricks x Matt Brown

Um grande combate e talvez um dos melhores que poderemos presenciar no sábado à noite. Hendricks, que acabou de perder seu cinturão para Robbie Lawler, encara o perigoso e “olhos de sangue” Matt Brown, que não tem medo de partir para trocação, nem ir para a luta agarrada. Uma luta que deve ser intensa do início ao fim, com Hendricks vivendo um monento crucial na carreira: ou permanece nos meio-médios ou vai para os médios, pelos problemas que vem tendo para perder peso. “Immortal” é um atleta arisco, que se movimenta o tempo no octógono, ao contrário de “Bigg Rigg”, cujos dois últimos combates pelo cinturao contra Lawler mostrou-se lento e apenas confiante no seu soco de esquerda. Luta equilibrada, mas um ligeiro favoritismo para o ex-campeão.

Alistair Overeem x Roy Nelson

Esse embate provavelmente não acabará na decisão dos juízes laterais. Ambos têm poder incomensurável nas mãos, com vários nocautes anotados em suas respecitvas carreiras e são bons grapplers. Porém, Overeem deve fugir das mãos de “Big Country”, pois o holandês vem mostrando que está com o queixo fraco: foi nocauteado brutalmente nas últimas três vezes foi derrotado (Ben Rothwell, Travis Browne e Antônio Pezão). Vai apostar no ground and pound para aniquilar o americano, que, por sua vez, vai arriscar na trocação e acertar o queixo do adversário, já combalido. Pela atual momento que vivem, o favoritismo é de Nelson.

Chris Cariaso x Henry Cejudo

O campeão olímpico Cejudo está com um hype enorme no UFC, porém teve problemas para bater o peso em seu primeiro combate no UFC. Na categoria dos moscas, Cejudo vai ter que vencer essa batalha e mais o experiente na categoria Chris Cariaso, que já disputou o cinturão contra Demetrious Johnson. Cejudo deve fazer o que lhe é peculiar: vai partir para o wrestiling para buscar a finalização ou então amassar o adversário no ground and pound. Já Cariaso vai evitar ao máximo que o combate seja levado para o chão e controlar o octógono da melhor forma que o favorece. Pelo hype estabalecido e pela expectativa de vermos um campeão olímpico se dando bem no UFC, o favoritismo é de Cejudo.

Card preliminar: oito bons combates programados

No card preliminar, todos as lutas são interessantes no ponto de vista técnico e também de sobrevivência na organização. Destaques para Ross Pearson contra Sam Stout, dois veteranos dos leves que não vivem bom momento no UFC; Daron Cruickshank e Beneil Dariush devem proporcionar a luta mais aguerrida e de excelente nível técnico do evento; a estreia do irlandês Joseph Duffy, um dos poucos algozes da carreira de Conor McGregor, desafiante ao tiulo dos penas contra José Aldo, que mede forças com Jake Lindsey, pelos leves; e a brasileira Larrisa Pacheco, de 20 anos, que enfrenta a experiente holandesa, expert no kickboxing, Germaine de Randamie, pelos galos.

Confira o card do UFC 185:

CARD PRINCIPAL

Anthony Pettis x Rafael dos Anjos
Carla Esparza x Joanna Jedrzejczyk
Johny Hendricks x Matt Brown
Alistair Overeem x Roy Nelson
Chris Cariaso x Henry Cejudo

CARD PRELIMINAR

Ross Pearson x Sam Stout
Elias Theodorou x Roger Narvaez
Daron Cruickshank x Beneil Dariush
Jared Rosholt x Josh Copeland
Sergio Pettis x Ryan Benoit
Jake Lindsey x Joseph Duffy
Larissa Pacheco x Germaine de Randamie

POSTADO POR: Cadu Bruno às 12:01
11 mar

Hora de voos mais altos para Thales Leites no Ultimate

Lutador de Niterói analisa próximos confrontos dos pesos-médios e comenta doping de Anderson Silva

 Por Renato Cortez

Cinco lutas, cinco vitórias. O momento de Thales Leites no Ultimate Fighting Championship (UFC) é positivo e empolga os fãs do lutador niteroiense, que demonstra qualidade ainda maior do que durante sua primeira passagem na maior franquia de MMA do planeta – entre 2006 e 2009. Ocupando o 10º lugar no ranking dos pesos-médios (até 84kgs), o lutador agora mira desafios ainda maiores para chegar novamente a uma disputa de cinturão, portanto, é natural que o caminho seja ladeira acima, encarando os oponentes mais bem ranqueados da divisão.

Após superar o norte-americano Tim Boetsch em um confronto marcado pela superação no octógono, Thales avaliou os próximos confrontos dos pesos-médios e acredita que seu próximo compromisso, ainda sem data definida, será diante de um concorrente entre os 10 mais bem qualificados no UFC.

Thales Leittes espera um novo adversário no UFC e mira um top 10 dos médios (Foto: Leo Salles)

Thales Leittes espera um novo adversário no UFC e mira um top 10 dos médios (Foto: Leo Salles)

“Agora estou só aguardando. De agosto de 2013 a janeiro de 2015 fiz cinco lutas e todas foram complicadas, então agora estou aproveitando meu tempo para descansar e treinar fazendo alguns ajustes. Também estou observando as lutas de possíveis adversários e vão acontecer lutas importantes na divisão, como Jacaré contra o Yoel Romero, Lyoto contra o Luke Rockhold e o CB Dollaway contra o Bisping, sem contar a disputa de cinturão entre o Vitor (Belfort) e o Weidman. Então não sei quem pode ser meu próximo adversário, mas acredito que vai ser um Top 10”, analisou o atleta, em entevista ao MMA na Rede, que manifestou a intenção de voltar a lutar novamente em território nacional, algo que só ocorreu durante seu retorno ao Ultimate, no UFC 163, contra o inglês Tom Watson.

“Lutar perto de quem você gosta, não ter que se ambientar ao fuso-horário, comida, entre outros fatores é algo muito bom. Gostaria muito de ter a chance de lutar aqui novamente, contar com o apoio da nossa grande torcida, mas sou um empregado do UFC e luto aonde for. Tenho esse desejo de lutar aqui mais uma vez, mas gosto de lutar no exterior para representar meu país e minha equipe”.

Doping

Se o momento de Thales no Ultimate é de ascensão hoje, ironicamente, um de seus antigos rivais atravessa uma fase oposta. O caso do doping do ex-campeão dos médios Anderson Silva, que impediu o niteroiense de conquistar o título em 2009, durante o UFC 97, vem sendo motivo de reflexão. Thales afirmou torcer para que o desfecho do caso seja positivo para o Spider, mas avaliou como negativo o contexto geral do flagrante para as substâncias esteróides ilícitas.

“Fiquei muito surpreso, mas quero que isso tudo se resolva de uma maneira boa para o Anderson. Não o julgo, até porque não saiu nenhuma determinação oficial sobre nada relativo a esse caso, mas acho que cada um sabe o que faz e talvez o ele nem tenha noção do que houve direito. Isso é algo completamente difícil de julgar, mas não vejo como algo positivo para o nosso esporte. Só quero que se resolva e torço para que o Anderson não tenha culpa, porque é um conjunto de fatores, como a volta dele, que acabaram se tornando negativos”

POSTADO POR: Cadu Bruno às 11:52
1 mar

Ronda Rousey finaliza mais uma adversária em poucos segundos de luta e mantém cinturão no UFC 184

Por Leo Salles

Durante a semana, jornalistas e fãs falaram das últimas lutas de Cat Zingano, que começava devagar o combate e depois engrenava em suas lutas. Sua estratégia, porém, para o combate contra a campeã Ronda Rousey, imbatível no MMA e mestra na luta agarrada. Zingano foi agressiva assim que o gongo soou, foi levada para baixo e com 14 segundos, foi finalizada pela campeã incontestável do UFC. O evento pouco empolgou, que teve a estreia da tão falada Holly Holm e quatro brasileiros no card do UFC 184, realizado em Los Angeles.

Ronda Rousey x Cat Zingano

Não há o que falar da luta, pois um combate que dura 14 segundos e com a finalização característica da campeã é chover no molhado. Mas o que surpreendeu foi a tática kamikaze de Zingano, que partiu para uma joelhada voadora mal-sucedida e foi derrubada pela campeã. Na sequência, Ronda aproveitou para raspar e ficar por cima, porém de costas para a adversária, e esticou o braço de Zingano, que bateu sem hesitar, na luta mais rápida de disputa de cinturões do UFC. Ronda se consolida cada vez mais como o maior nome da organização atualmente e ganhando aura de imbatível, com vitórias seguidas em poucos segundos nas últimas três lutas. E Zingano deve repensar o que fez, com tantos de meses de trabalho para fazer algo que daria errado contra uma adversária casca-grossa.

Raquel Pennington x Holly Holm

Aparentando nervosismo antes do início do combate, Holly Holm precisava da vitória para tirar o peso das costas com tanto hype que tem seu nome na WMMA. Encarou uma adversária que não teve medo de trocar com a multicampeã e lenda do boxe. Foi um combate pouco emocionante, mas que serviu para Holm manter seu jogo de trocação e evitar as quedas de Pennington, em vitória por  decisão dividida dos jurados, Porém, Holm ainda está longe de ter o title shot dos galos, pois ainda precisa provar mais que pode ser a campeã do UFC.

Jake Ellenberger x Josh Koscheck

Ambos vinham de derrotas seguidas e precisavam se recuperar. Porém, Kos vive momento de decadência na carreira, enquanto Ellenberger tenta se reeguer nos meio-médios. Foi um combate morno no seu começo, com mais ação de Ellenberger, No segundo round, Kos sentiu os golpes mais precisos do adversário e cedeu espaço no chão para ser finalizado.

Alan Jouban  x Richard Walsh

O “Cristiano Ronaldo” do MMA aguentou a pressão inicial de Walsh, que acertou bons socos no dorso e na cabeça. Porém, ainda no primeiro round, Jouban mostrou todo seu talento na primeira encurralada na grade e acertou uma bela cotovelada que deixou Walsh grogue e sem mais ação, terminando o combate graças à interrupção do árbitro.

Tony Ferguson x Gleison Tibau

Aceitando a luta com poucas semanas para se preparar, o brasileiro não conseguiu desempenhar o seu jogo no octógono, muito por conta da grande atuação aniquiladora de “El Cucuy”, que pegou o brasileiro num mata-leão após acertou bons golpes no rosto de Tibau. Um combate rápido, que mostrou a Ferguson que pode avançar ainda mais na categoria dos leves.

Card preliminar: Roan Jucão surpreende Mark Muñoz e Valmir Bidu vence a primeira

No card preliminar, três brasileiros estiveram em ação. Roan Jucão retornou ao UFC com uma bela vitória sobre o cabeça-de-chave número 13 dos médios, Mark Muñoz, ainda no começo do primeiro round. Muñoz, com a derrota, pode perder muito espaço na categoria. Valmir Bidu conseguiu sua primeira vitória na organização ao despachar James Krause, pelos leves, por decisão dividida, num combate bom e bem movimentado pelo brasileiro. Dhigo Lima foi atrpoelado por Tim Means, nos meio-médios, logo no primeiro round, após receber uma joelhada no queixo.

Resultados do UFC 184:

CARD PRINCIPAL

Ronda Rousey venceu Cat Zingano por finalização no primeiro round

Holly Holm venceu Raquel Pennington por decisão dividida dos jurados

Jake Ellenberger venceu Josh Koscheck por finalização no primeiro round

Alan Jouban venceu Richard Walsh por nocaute no primeiro round

Tony Ferguson venceu Gleison Tibau por finalização no primeiro round

CARD PRELIMINAR

Roan Jucão venceu Mark Muñoz por finalização no primeiro round

Kid Yamamoto e Roman Salazar terminou sem resultado

Tim Means venceu Dhiego Lima por nocaute técnico no primeiro round

Derrick Lewis venceu Ruan Potts por nocaute técnico no segundo round

Valmir Bidu venceu James Krause por decisão dividida dos jurados

Masio Fullen venceu Alex Torres por decisão dividida dos jurados

POSTADO POR: Cadu Bruno às 2:23
27 fev

UFC 184: Rousey e Zingano fazem superluta em evento combalido

Por Rodrigo Tannuri

O aclamado Staples Center foi o palco escolhido para sediar o UFC 184, evento que coloca em jogo o cinturão dos galos femininos. Apesar da grandeza de Ronda Rousey x Cat Zingano, o show perdeu muita qualidade com a queda das lutas entre os médios Chris Weidman e Vitor Belfort e Ronaldo “Jacaré” x Yoel Romero. Portanto, os fãs devem estar preparados para assistirem a alguns combates chatos antes do prato principal. O Canal Combate transmite o UFC 184 neste sábado, a partir das 21h.

Ronda Rousey x Cat Zingano – sem dúvida, essa é a maior prova de fogo da carreira da campeã dos galos. A última que representava risco ao reinado de Ronda foi Sara McMann, então Zingano pode comemorar o fato de ser respeitada tanto pela rival quanto pelos fãs. A desafiante teve que superar adversárias, lesões e a morte do marido para, finalmente, lutar pelo cinturão. Invicta, Zingano é completa, raçuda, mas tem uma fraqueza: o início de luta em ritmo lento. Contra Rousey, isso se torna um problema ainda maior, porque a campeã sempre começa já em ritmo frenético. Em pé, a desafiante é superior. No chão, a campeã tem vantagem. Na parte de quedas, por ser uma ex-judoca olímpica, Ronda leva vantagem, mas Zingano pode frustrá-la. Outro ponto que equilibra o confronto é o aspecto físico. Nesta luta, Ronda terá pela frente uma oponente igualmente forte. É capaz de Zingano ser até mais forte mentalmente, o que torna as coisas ainda mais interessantes. Com tantas variáveis, não é à toa que a batalha é considerada uma das maiores lutas que o WMMA pode ter.

Raquel Pennington x Holly Holm - o fato de fazer sua estreia no UFC e já estar no co-main event mostra o quão favorita é Holm no duelo. A loirinha, de 33 anos, teve uma carreira condecorada no Boxe e não é que também está tendo sucesso no MMA? Invicta na nova modalidade e mesmo sem ter enfrentado grandes nomes, Holm é vista por muitos e pelo próprio UFC como a atleta ideal para rivalizar com a campeã Ronda Rousey. Se confirmar o favoritismo contra Pennington, lutará pelo cinturão, mesmo precisando ser melhor lapidada. Holm é a melhor striker do WMMA, é bastante técnica, bonita, ou seja, tem motivos de sobra para cair nas graças do público. No entanto, derrotar Pennington não deveria credenciá-la a lutar pelo cinturão. Raquel é guerreira, gosta de uma boa briga, mas é bem limitada. O cartel de cinco vitórias e quatro derrotas mostra que ela foi escolhida a dedo para recepcionar esse novo talento.

Jake Ellenberger x Josh Koscheck - 
em um passado recente, os dois em questão estiveram bem perto do cinturão dos meio-médios, inclusive, Koscheck já chegou a disputá-lo, sendo o antagonista de Georges St-Pierre. Com o passar do tempo, o veterano, que participou do TUF 1, foi perdendo espaço na categoria. A saída da AKA e o surgimento de novos talentos foram decisivos para o seu afastamento. Porém, depois de quase dois anos, ele está de volta. É bem verdade que vem de três derrotas seguidas, mas todas elas foram para nomes de alto nível, que integram o top-5. Por sua vez, Ellenberger está na mesma situação que o rival. Ele também perdeu três vezes em sequência e só para tops. Ambos são wrestlers que gostam da trocação, mas, como Ellenberger é mais novo e está com mais apetite, a aposta é de que ele vença por nocaute. A falta de poder de absorção e de reflexo devem levar Kos a aposentadoria.

Tony Ferguson x Gleison Tibau - 
estão aí dois atletas bem subestimados nos leves. Ao vencer quatro lutas seguidas, Ferguson, vencedor do TUF 13, vive o melhor momento de sua carreira e é o favorito. No entanto, Tibau, verdadeiro operário do UFC, também está confiante, já que venceu três de forma direta, e não pode ser descartado. A tendência é que a defesa de quedas do americano esteja em dia e que, na trocação, ele leve a melhor, pois, com o passar do tempo, o brasileiro fica desgastado, se tornando alvo fixo. O fato é que o vencedor integrará de vez a elite da divisão, o que não é pouca coisa.

Card preliminar é composto por lutas sem apelo

Das seis lutas preliminares, dá para dizer que apenas duas despertam a atenção do público. A primeira e óbvia escolha é Mark Munoz x Roan “Jucão”. Esse confronto, válido pelos médios, põe frente a frente um veterano do UFC contra um estreante na organização, que possui idade avançada (36 anos). Por mais que o brasileiro tenha se destacado em ligas menores, será bem difícil que ele consiga parar Munoz, que vem como uma locomotiva para dar um chega para lá na má fase e nos rumores de aposentadoria. A vontade do americano, aliado ao seu jogo de quedas lhe dão uma boa vantagem. Outro duelo que deve ser legal é Derrick Lewis x Ruan Potts. Aqui, esqueçam a técnica. O que veremos no octógono será pura brutalidade.

Confira o card do UFC 184:

CARD PRINCIPAL

Ronda Rousey x Cat Zingano
Holly Holm x Raquel Pennington
Josh Koscheck x Jake Ellenberger
Alan Jouban x Richard Walsh
Tony Ferguson x Gleison Tibau

CARD PRELIMINAR

Mark Muñoz x Roan “Jucão”
Roman Salazar x “Kid” Yamamoto
Dhiego Lima x Tim Means
Derrick Lewis x Ruan Potts
James Krause x Valmir “Bidu”
Masio Fullen x Alexander Torres

POSTADO POR: Cadu Bruno às 5:02