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16 nov

Opinião: quem levou a melhor no choque UFC/Bellator/WSOF?

Por Rodrigo Tannuri

No último sábado (15/11), os fãs de MMA tiveram uma noite inesquecível. As três maiores organizações de MMA do mundo realizaram eventos simultaneamente, algo raro de se ver. Sabendo disso, nosso colunista, Leo Salles, havia preparado um roteiro com os pontos positivos e negativos de cada um. Com os três shows realizados, tentarei dar a minha visão do que foi importante e o que deve ser esquecido pelo público. Por ser a maior marca, o UFC costuma ter vantagem, mas, dessa vez, os concorrentes não fizeram feio. Dá até para considerar um empate nessa disputa.

UFC 180: Werdum x Hunt

UFC 180: Werdum x Hunt

UFC 180

Pontos Fortes:

- Por ser um evento disputado no México, os atletas com descendência se destacaram. Kelvin Gastelum e Ricardo Lamas foram as grandes estrelas. O estreante mexicano Augusto Montaño também fez bonito.

- O público também merece ser elogiado. A galera lotou a Arena Ciudad de México e, assim como em jogos de futebol, fez muito barulho.

- O card principal foi excelente, contou com combates bem casados e todos terminaram por nocaute ou finalização.

- Mesmo perdendo, Mark Hunt está de parabéns. O gordinho aceitou substituir Cain Velasquez em cima da hora e chegou a ter bons momentos contra Fabrício Werdum. Vale lembrar que o neozelandês chegou ao UFC com o cartel negativo e, agora, é um dos pesados mais queridos pelo público.

Pontos Negativos:

- A ausência de nomes importantes esvaziaram o card. Dana White havia dito que só iria realizar um evento do UFC no México, se Cain Velasquez estivesse presente. O campeão dos pesados estava escalado, porém sofreu uma grave lesão e foi retirado do card. Velasquez era, simplesmente, a cereja do bolo. Mesmo não estando em boa fase, o leve Diego Sanchez também fez falta.

- Os campeões do TUF: América Latina são fracos. Muitos dos atletas do reality deixam a desejar tecnicamente. Compensar na raça não é o bastante.

- Apesar de ter se tornado campeão interino dos pesados, Fabrício Werdum flertou perigosamente com a derrota. Creio que muitos fãs estavam imaginando que ele seria nocauteado, já que sua atuação no primeiro round foi pífia. Por sorte, Cain Velasquez não era o adversário. Se fosse, o resultado seria diferente.

- A cabeçada intencional de José Alberto Quiñonez em Alejandro Perez foi um ato sujo e que vai contra o que o esporte prega. Por atitudes impensadas como essa que muitos generalizam e acabam atacando o esporte. O UFC deveria punir o lutador.

Bellator 131: Tito x Bonnar

Bellator 131: Tito x Bonnar

BELLATOR 131:

Pontos Fortes:

- Essa edição teve de tudo: nocautes, nocaute relâmpago, finalizações, decisões unânimes, divididas e empates. Resumindo: emoção não faltou. Aliás, o Bellator vem se especializando nesse quesito. Sempre que achamos uma coisa, podemos ser surpreendidos tanto para o bem quanto para o mal.

- Como era esperado, todas as lutas do card principal foram boas e terminaram por nocaute, exceto o main event.

- Se o Bellator havia perdido Eddie Alvarez para o UFC, ganhou Will Brooks. O americano, que era campeão interino dos leves, se tornou linear ao derrotar, mais uma vez, Michael Chandler. O atleta representa muito bem a nova geração do MMA e tem um futuro grandioso pela frente. É top com todas as letras.

- Que o lendário Tito Ortiz não está mais no auge, isso todos sabem, mas, mesmo assim, o veterano é uma figura carismática e um trunfo da organização. Mesmo lutando mal, ele derrotou Stephan Bonnar, mas o melhor foram suas provocações. Dessa vez, tivemos empurrão, gestos obscenos e até água foi jogada no desafeto, ou seja, Tito é o que há.

Pontos Negativos:

- A luta entre os veteranos Tito Ortiz e Stephan Bonnar, dois integrantes do Hall da Fama do UFC, era midiática, mas nada influenciaria no cenário dos meio-pesados. O duelo foi constrangedor, digno de integrar um circo dos horrores.

- Michael Chandler, ex-campeão dos leves do Bellator, era visto como um dos melhores da divisão, mas parece que o sucesso lhe subiu a cabeça. Ao perder a terceira luta seguida, não se sabe qual será o futuro do americano. A nova derrota para Will Brooks foi até bizarra, pois ele preferiu reclamar com o árbitro do que se proteger dos golpes do adversário. Quem sabe agora, com menos hype, ele volte a ser o que era antes? Talento ele tem de sobra.

- O desrespeito de Muhammed Lawal. Se Tito Ortiz é um bad boy carismático, o mesmo não se aplica a “King Mo”. O ex-campeão do Strikeforce provocou Joe Vedepo durante o combate e, após ser anunciado como vencedor, se jogou no chão e fingiu estar nadando. Lawal é bom lutador, mas se acha muito mais do que realmente é. Agindo dessa forma, continuará tendo muito mais haters do que fãs e não adianta reclamar, se dizendo injustiçado.

- O Bellator apostou no meio-médio Melvin Manhoef para ser um dos grandes nomes da categoria, já que é um veterano com bastante popularidade. Especialista na trocação, o atleta de 38 anos sempre é garantia de nocautes, mas passou por tantas batalhas ao longo da carreira, que seu queixo não aguenta mais. Quando não vence de forma brutal, é nocauteado de forma pesada. Um striker que possui esse ponto fraco não vai se criar.

- Contratações equivocadas. O Bellator deve ser parabenizado por sempre dar chances a jovens talentosos, mas também tem que ser criticado por insistir em contratar nomes que não agregam em nada ao seu quadro. Stephan Bonnar é conhecido muito mais por ser raçudo do que por ser bom lutador. Estava aposentado e, sinceramente, espero que pare definitivamente. Outro que estreou para nunca mais aparecer na organização é Nam Phan, mais um ex-UFC, que conseguiu a proeza de ser nocauteado por um mediano em 46 segundos.

WSOF 15: Branch x Okami

WSOF 15: Branch x Okami

WSOF 15:

Pontos Fortes:

- A proposta inicial de realizar um evento com três disputas de cinturão foi ousada e magnífica.

- O card preliminar, que contava com nomes bem modestos, superou a expectativa. De sete lutas, apenas duas foram para a decisão. As finalizações dominaram.

- Ao superar a brasileira Kalindra Faria, Jessica Aguilar defendeu o cinturão dos palhas femininos pela segunda vez, mostrando que figura entre as cinco melhores da categoria.

- David Branch, campeão dos médios, surpreendeu ao nocautear o sempre duro Yushin Okami, provando que há sim talentos fora do UFC.

- Nem mesmo o fato de vencer por decisão dividida tira o mérito de Justin Gaethje. O campeão dos leves, de apenas 26 anos, enfrentou um lutador popular, poderoso e não se intimidou. Pelo contrário, foi para cima e foi premiado com a vitória mais importante de sua carreira. O americano tem talento para ir além.

- Aos 41 anos, Jorge Patino “Macaco” está provando que ainda pode endurecer para a nova geração. É muito legal ver lutadores de idade avançada tendo sucesso no cenário atual do MMA, o que é cada vez mais raro de acontecer.

Pontos Negativos:

- O que dizer de Melvin Guillard? Todos sabem que o lutador é uma figura. Dono de diversas pérolas, “The Young Assassin” se nomeou o Picasso do MMA e terror do Jiu-Jitsu, mas, naquela época, até que estava tendo sucesso. Contudo, atualmente, o temido striker está deixando a desejar tanto na balança quanto no ringue. Foi derrotado, teve uma postura passiva, acuada e, para piorar, dias antes, afirmou que era um lutador de nível A lutando em uma liga B. Tal atitude não foi bem vista por Ali Abdelaziz, um dos chefões da companhia, e, se bobear, o atleta pode amargar mais uma demissão, que até seria justa. Que fase!

- Não dá para dizer que Yushin Okami foi uma má contratação. Pelo contrário, ele é um nome com apelo, competente e reforçou o WSOF. No entanto, parece que o japonês está fadado a lutar pelo cinturão das organizações de que faz parte e sempre sucumbir. Isso é frustrante e bem pouco para um atleta deste calibre.

- O WSOF é conhecido por ser uma espécie de filial do UFC por mandar seus destaques para a organização de Dana White e contratar muitos lutadores que são cortados de lá, então por isso mesmo deve fazer mais proveito dessa situação. Como é uma companhia nova, seu quadro de lutadores tem que aumentar, por isso, nada melhor do que dar uma segunda chance a atletas injustiçados ou que tem totais chances de se recuperar.

POSTADO POR: Cadu Bruno às 11:56
16 nov

UFC 180: Werdum sofre, mas se torna campeão interino; Gastelum e Lamas impressionam

Por Rodrigo Tannuri

O UFC 180 pode não ter apresentado um card de primeira linha, mas, no final das contas, valeu como uma boa diversão. O primeiro evento do UFC no México teve como ponto alto os atletas locais. Antes das lesões darem as caras, o público seria brindado com a presença de Cain Velasquez e Diego Sanchez no octógono, mas, sem eles, as aguardadas três lutas principais confirmaram as expectativas e se destacaram. Além delas, Augusto Montaño e Jessica Eye foram muito bem. Com um card repleto de estreantes, quem dominou foram os veteranos.

O main-event que valia o cinturão interino dos pesados foi incrível. Fabrício Werdum passou de azarão contra Cain Velasquez a favorito contra Mark Hunt, porém quase deu zebra. O gordinho neozelandês assumiu a luta faltando poucos dias e teve uma postura louvável. No primeiro round, “Vai Cavalo” caiu com um dos famosos golpes repletos de poder do adversário. Não conseguindo levar o combate para o chão, parecia que seria questão de tempo para o nocaute acontecer. No segundo round, o gaúcho caiu mais uma vez, se recuperou e surpreendeu.

Quem diria que o dono do melhor Jiu-Jitsu da divisão fosse nocautear justamente um especialista na luta em pé e que possui um dos melhores queixos do esporte? Foi exatamente isso que aconteceu. A joelhada voadora acertou em cheio o rosto de Hunt, que tombou e não levantou mais. Por incrível que pareça, Werdum não tem muito o que comemorar. É claro que ele tem que tirar proveito desse momento único, mas seu desempenho não foi bom. O brasileiro fez de tudo para ser derrotado e quase conseguiu. Por sorte, os deuses mexicanos se renderam ao jeitão carismático e o protegeram. Se fosse contra o oponente original, Cain Velasquez, o desfecho seria diferente.

No co-main event, o meio-médio Kelvin Gastelum, vencedor do TUF 17, brilhou. No início, deu a impressão de que Jake Ellenberger conseguiria anular o Wrestling do oponente, porém “Mini Cain” não se afobou. Mostrou evolução em pé e, mais tarde, conseguiu a queda que tanto queria. Ellenberger também conseguiu uma derrubada, mas como Gastelum possui um Wrestling top, se recuperou e aproveitou a bobeira do rival para finalizá-lo. Com apenas 23 anos, este jovem lutador pode ser considerado uma das maiores jóias que o TUF já produziu e olha que o reality já revelou vários grandes nomes. Talentoso, invicto e melhorando a cada combate, Gastelum, mais cedo ou mais tarde, estará nas cabeças da categoria. Por falar nisso, essa grande vitória o aproximou de vez do pelotão de frente.

Apesar de ter sido tratorizado, quando teve a chance de disputar o cinturão dos penas, Ricardo Lamas mostrou que continua sendo um dos melhores de sua divisão. A ótima fase que Dennis Bermudez vivia e sua pressão bem que tentaram equilibrar o duelo, mas “The Bully” mostrou bastante calma e astúcia para transformar um duelo que se previa duro em algo tranquilo. Um simples de jab de encontro derrubou o adversário, que, na sequência, seria finalizado com uma guilhotina. Isso só mostra o quão José Aldo é excelente. Lamas é um atleta duríssimo, capaz de dificultar a vida e vencer diversos penas, mas, contra o brasileiro, foi engolido. Essa é a diferença existente entre um fora de série e um ótimo lutador.

O meio-médio Augusto Montaño chegou com tudo ao UFC. Atuando em casa, o mexicano fez a alegria do público ao vencer de forma bem convincente. Com o cabelo vermelho e um estilo agressivo, “Dodger” será uma peça fundamental para a popularização do UFC no México. Na abertura do card preliminar, o azarão Hector Urbina começou perdendo, mas surpreendeu e encaixou uma bela guilhotina. Com o sucesso, “El Toro” ganhará popularidade e será visto com frequência em eventos no país.

O mexicano Yair Rodriguez venceu o TUF: América Latina (penas), porém, dificilmente, terá uma trajetória brilhante no UFC. Alejandro Perez conquistou o TUF: América Latina (galos), mas não se enganem, porque o mexicano é fraco. Inclusive, só triunfou, porque o adversário, José Alberto Quiñonez, o ajudou. Este optou por trocar a vitória por uma cabeçada intencional, que lhe custou dois pontos no combate e, sinceramente, merece tomar um puxão de orelha do UFC pelo ato sujo. Na luta das mulheres, Jessica Eye confirmou o favoritismo e se firmou no top-5 dos galos femininos. A americana foi bem superior, punindo Leslie Smith de tal maneira, que o médico teve de interromper o combate, devido ao estado de sua orelha.

O chão é a praia do pena Gabriel Benitez. O mexicano mostrou um Jiu-Jitsu bastante afiado e finalizou de forma bastante plástica. Pelos galos, Enrique Briones estava em uma situação bem complicada. O mexicano havia sofrido com os chutes de Guido Cannetti e parecia que não aguentaria o castigo. No entanto, um golpe de sorte, mais precisamente um uppercut, abriu caminho para a virada, que terminou com um mata-leão. A luta de abertura do evento, também pelos galos, compensou a falta de técnica com bastante movimentação. Marco Beltran e Marlon Vera cumpriram o papel de entreter o público. O primeiro venceu de forma polêmica e, consequentemente, entrou para a história por ser o primeiro mexicano a vencer um evento do UFC no México.

Resultados do UFC 180, disputado no México:

CARD PRINCIPAL

Fabrício Werdum derrotou Mark Hunt por nocaute técnico no 2º round
Kelvin Gastelum derrotou Jake Ellenberger por finalização no 1º round
Ricardo Lamas derrotou Dennis Bermudez por finalização no 1º round
Augusto Montaño derrotou Chris Heatherly por nocaute técnico no 1º round
Hector Urbina derrotou Edgar Garcia por finalização no 1º round

CARD PRELIMINAR

Yair Rodriguez derrotou Leonardo Morales por decisão unânime
Alejandro Perez derrotou José Alberto Quiñonez por decisão unânime
Jessica Eye derrotou Leslie Smith por nocaute técnico (interrupção médica) no 2º round
Gabriel Benítez derrotou Humberto Brown por finalização no 3º round
Enrique Briones derrotou Guido Cannetti por finalização no 2º round
Marco Beltrán derrotou Marlon Vera por decisâo unânime

POSTADO POR: Cadu Bruno às 10:56
14 nov

‘Nostradamus do MMA’ palpita os vencedores do UFC 180

Meus amigos proféticos do MMA! It’s time! Hora dos palpites oriundos da Estrela da Andrômeda do mestre das adivinhações, eu, o Nostradamus do MMA! Trago para vocês a meditação para o UFC 180, com o embate dos pesados Fabrício Werdum e Mark Hunt, pela primeira vez no México.

Antes, dois avisos importantes: acertei 5 de 11 lutas do UFC Fight Night 55, na Austrália (#xatiado). Porém, fui abençoado com 8 acertos de 10 combates do UFC Fight Night 56, em Uberlândia. Na verdade seriam 11, já que o embate entre Ian McCall e John Lineker foi cancelado devido a uma doença do americano.

Moçada, grande combate que os deuses do MMA nos proporcionam no sábado à noite: nosso brasuca Fabrício Werdum vai para cima do neo-zelandês Mark Hunt, que possui um mão destra assassina, e quem vencer leva o cinturão interino dos pesados. “Vai Cavalo” vai dar coiçada ou leva por finalização? Ou Hunt acerta um soco galáctico?

Nostradamus do MMA

Na co-luta principal, Kelvin Gastelum e Jake Ellenberger medem forças em grande duelo pelos meio-médios. Ainda, no card principal, Dennis Bermudez enfrenta Ricardo Lamas num combate épico pelos penas. Completam o card principal Chris Heatherly contra Augusto Montaño e Edgar Garcia contra Hector Urbina, ambos valendo pelos meio-médios.

No card preliminar, destaque para as finais do TUF América Latina, cujos treinadores foram Fabrício Werdum e Cain Velasquez. Nos penas, Yair Rodriguez encara Leonardo Morales e Alejandro Perez mede forças com José Quiñonez, pelos galos.

Meus amigos proféticos, a reza foi braba para este evento. Já prendi o Chubaca, meu gato preto, no quartinho dos fundos e já preparei meu suco de groselha para o UFC 180, sob essa paz celestial que é a Estrela de Andrômeda. Segurem essa macumba do além, pois ela está especial!

Munrá!

UFC 180

CARD PRINCIPAL

Fabricio Werdum x Mark Hunt
Kelvin Gastelum x Jake Ellenberger
Dennis Bermudez x Ricardo Lamas
Chris Heatherly x Augusto Montaño
Edgar García x Hector Urbina

CARD PRELIMINAR

Yair Rodríguez x Leonardo Morales (Final do TUF América Latina)
Alejandro Pérez x José Quiñonez (Final do TUF América Latina)
Jessica Eye x Leslie Smith
Guido Cannetti x Henry Briones
Marlon Vera x Marco Beltrán
Gabriel Benítez x Humberto Brown

POSTADO POR: Cadu Bruno às 12:06
14 nov

Fabrício Werdum e Mark Hunt disputam título interino dos pesados no UFC 180 em card pouco atrativo

Por Leo Salles

O UFC 180, que acontece neste sábado, na Cidade do México, era para celebrar o talento latino com a luta principal entre o campeão dos pesados, Cain Velasquez, contra o desafiante brasileiro Fabrício Werdum. Porém, com a retirada do campeão do card devido a uma lesão no joelho (que o deixará bastante tempo longe dos octógonos), mais lutas canceladas de Diego Sanchez e Erik Perez, único mexicano bem ranqueado no UFC, esfriaram os ânimos de muitos fãs. Ainda mais com 11 lutas recheadas de participantes do TUF América Latina, no qual Werdum e Velasquez foram treinadores, que pouco empolgaram em seus combates, mas foram jogados ao holofotes do público mexicano, que os fizeram ser reconhecidos naquele país e recebe pela primeira vez um evento UFC.

Mesmo com um card fraco para um UFC numerado, as três últimas lutas do card principal são de encher os olhos, potencialmente candidatas a lutas da noite. Fabrício Werdum e Mark Hunt têm tudo para fazerem um grande combate, pelo perfil de combate distintos que possuem. “Vai Cavalo” vem melhorando cada vez mais na trocação, com um kickboxing afiado, porém o seu carro-chefe é o jiu-jitsu, que pode fazer a diferença para o seu lado. Já Hunt, ex-campeão do K-1, evento mítico de trocação, é um exímio boxeador e kickboxer, e qualquer bomba que saia de sua mão é um risco para qualquer adversário, até mesmo para os que têm queixos duros (Roy Nelson que o diga).

Werdum é favorito pelo momento e por estar treinando há alguns meses. Porém, não podemos desprezar o poderio nas mãos do neo-zelandês, que, mesmo com poucos dias de preparação, sempre tira um coelho da cartola com seus nocautes incríveis.

Na co-luta principal, Kelvin Gastelum e Jake Ellenberger fazem grande confronto pelos meio-médios. Invicto, Gastelum, campeão do TUF 17, vem em grande forma, com seu jogo completo em pé e na luta agarrada, além de ser muito aguerrido dentro do octógono. Defende bem as quedas e pode controlar o ímpeto de Ellenberger, que vem de duas derrotas seguidas (para Rory McDonald e Robbie Lawler)e sabe que tem que controlar o octógono e deixar a luta em pé acontecer. Combate quilibrado, porém ,pelo momento, Gastelum é favorito para vencer.

Ainda no card principal, Dennis Bermudez e Ricardo Lamas se enfrentam numa luta eletrizante pelos penas. Potencial luta da noite, ambos são explosivos e não se poupam para acabar seus combates. Bermudez vem de sete triunfos consecutivos no UFC, após perder o título de campeão do TUF 14 para Diego Brandão. Já Lamas se recupereou da derrota na disputa de cinturão para José Aldo derrotando Hacran Dias. Além disso, ambos posuem cartéis idênticos (14-3). Apesar do momento vivido por Bermudez, Lamas é favorito por ser mais experiente e ter enfrentado oponentes mais duros.

No card preliminar, os grandes destaques são as finais do TUF América Latina, justamente os quatro melhores atletas da casa. Pelos penas, Yair Rodriguez mede forças com Leonardo Morales e pelos galos os mexicanos Alejandro “El Diablito” Perez e José “Teco” Quiñonez se encaram em grandes embates.

Confira o card completo do UFC 180, na Cidade do México:

CARD PRINCIPAL

Fabricio Werdum x Mark Hunt
Kelvin Gastelum x Jake Ellenberger
Dennis Bermudez x Ricardo Lamas
Chris Heatherly x Augusto Montaño
Edgar García x Hector Urbina

CARD PRELIMINAR

Yair Rodríguez x Leonardo Morales (Final do TUF América Latina)
Alejandro Pérez x José Quiñonez (Final do TUF América Latina)
Jessica Eye x Leslie Smith
Guido Cannetti x Henry Briones
Marlon Vera x Marco Beltrán
Gabriel Benítez x Humberto Brown

POSTADO POR: Cadu Bruno às 9:29
13 nov

Em preparação para Tim Boetsch, Thales Leites avisa: ‘Vou entrar no octógono para dar porrada’

Cada vez mais em destaque no UFC, Thales Leites terá um grande desafio na sua caminhada pra novamente disputar o cinturão da organização. No UFC 183, dia 31 de janeiro de 2015, em Las Vegas, o atleta da Nova União enfrenta o norte-americano Tim Boetsch, em luta válida pela categoria peso-médio (até 83,9kg). Thales, que atualmente ocupa a 11ª posição do ranking na divisão – duas à frente de Tim Boetsch -, busca sua oitava vitória consecutiva no MMA, a quinta no octógono, e acredita que novo triunfo sobre um rival do Top 15 vai colocá-lo em uma ótima posição na sonhada disputa de título.

Para isso, ele promete não vai hesitar no confronto. “Vai ser troca de chumbo. É um cara muito bom no wrestling, mas vou entrar no octógono para dar porrada nele”, garante o atleta, natural de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro. “Sei que vai ser uma luta complicada, mas para quem sonha alto, como eu sonho, não pode escolher adversário. Quero sempre os melhores. E vou para cima do Boetsch”.

Em 2009, Thales chegou a disputar o cinturão contra o então detentor do título, o brasileiro Anderson Silva, mas foi derrotado na decisão dos juízes. Na sequência, perdeu mais uma vez e foi desligado da organização para ser recontratado no ano passado. Cinco anos depois, o atleta da Nova União carrega sequência de quatro vitórias no octógono, sendo duas por nocaute, e já projeta estar entre os postulantes ao título.

Thales Leites vai encarar Tim Boetsch no UFC 183, em janeiro (Foto: Leo Salles)

Thales Leites vai encarar Tim Boetsch no UFC 183, em janeiro (Foto: Leo Salles)

“Sei que estrada ainda é longa, mas acho que posso estar lá em cima outra vez. Daquela disputa para hoje em dia, amadureci demais, evolui demais. Antes era só jiu-jitsu. Agora, minha trocação está afiada. A escolha do UFC foi ótima. Será um adversário para testar meu poder de fogo. Quero nocautear novamente. Quero estar no topo. Sei que posso”, afirma o lutador, que vem de vitória acachapante sobre Francis Carmont, em agosto deste ano, por nocaute técnico, com 20 segundos do segundo round.

A vitória sobre Carmont, fez Thales subir quatro posições no ranking do UFC dos pesos-médios, Assim como o brasileiro, Tim Boetsch também vem de vitória e ascensão no ranking da divisão. O norte-americano subiu da 14ª para a 13ª posição ao vencer Brad Tavares, em agosto, também por nocaute. Porém, apesar dos recentes êxitos, os adversários vivem sequências distintas. Enquanto o atleta da Nova União triunfou nos últimos sete embates, Boetsch vem com um cartel irregular: são três derrotas nas últimas cinco lutas, apesar de todas terem sido para adversários entre os Top 15. Desde 2010 no UFC, ele soma 11 duelos, com sete vitórias e apenas quatro derrotas, com um recorde de 18-7, ao longo da carreira.

“A experiência do Tim Boetsch é enorme no UFC. Trata-se de um dos atletas mais respeitados da categoria. Temos a mesma idade (33 anos), mas ele está direto na organização, enquanto passei por um período que chamo de reciclagem. Acredito que, desde meu retorno ao UFC, deve ser um dos combates mais complicados que já fiz. Mas estou preparado. Quem quer chegar ao topo tem que pegar os melhores. E isso me anima. A confiança de todos em mim está me dando mais forças para pensar alto. Vou até o limite”, garante o peso-médio da Nova União, que ostenta um cartel de 24 vitórias e quatro derrotas.

POSTADO POR: Cadu Bruno às 11:12
13 nov

Charles do Bronx quer impressionar no duelo contra Jeremy Stephens

Por não conseguir realizar a sonhada revanche contra Nik Lentz, no UFC Fight Night 50, em setembro, Charles do Bronx passou por alguns momentos desagradáveis. O paulista ouviu e leu alguns comentários a respeito do veto médico que o tirou da luta e ficou triste por isso. Confirmado para enfrentar o norte-americano Jeremy Stephens, no TUF Finale 20, dia 12 de dezembro, em Las Vegas, nos Estados Unidos, o lutador vê a oportunidade como ideal para impressionar o público e cessar qualquer dúvida sobre sua capacidade de almejar um lugar no topo da categoria peso-pena (até 66,2kg).

Quando confirmado o confronto diante de Nik Lentz, um pedido do próprio brasileiro, os fãs do faixa preta de jiu-jitsu ficaram animados e esperançosos. Afinal, Do Bronx aparecia na 14ª colocação do ranking dos pesos-penas do UFC, quatro abaixo do rival. Para apimentar ainda mais, o embate estava cercado de expectativa, devido ao “No Constest” ocorrido no primeiro duelo, em 2011. Porém, uma virose acabou tirando Charles do card, gerando os comentários desagradáveis a seu respeito.

Charles do Bronx enfrenta Jeremy Stephens em dezembro (Foto: Divulgação)

Charles do Bronx enfrenta Jeremy Stephens em dezembro (Foto: Divulgação)

“Muita gente falou demais. Acredito que isso me deixou mais chateado do que não lutar mesmo. Ninguém mais do que minha família, amigos e companheiros de treino, sabiam o quanto queria essa luta. Infelizmente a luta não ocorreu, fui ao meu limite de saúde, mas os médicos não deixaram lutar. Chorei até”, relembra o lutador, garantindo que acumulou forças para o confronto de agora:

“Vou fazer minha atuação mais brilhante. Estou confiante demais. Quero impressionar a todos e não deixar dúvidas a respeito do meu talento. Respeito o Stephens, trata-se de um grande lutador, mas sei que posso vencer e convencer. Estou mais preparado e concentrado do que nunca. Deus me deu essa oportunidade e não vou desperdiçar”.

Na organização desde 2010, Charles do Bronx, com apenas 26 anos, já esteve no octógono em 11 oportunidades, conquistando seis vitórias e quatro derrotas, além do ‘No Constest’. No cartel, o paulista do Guarujá tem 18 vitórias e quatro derrotas. O rival já lutou pela franquia 18 vezes, saiu vencedor em 10 e sofreu o revés em 8, ostentando um cartel de 23-10, aos 28 anos. No último confronto foi derrotado por Cub Swanson, enquanto Do Bronx finalizou Hatsu Hioki, coincidentemente no mesmo dia, 28 de junho, porém com lutas nos Estados Unidos e na Nova Zelândia, respectivamente.

POSTADO POR: Cadu Bruno às 11:09
13 nov

Chegou a hora de recomeçar? O nebuloso futuro de Shogun no MMA

Por Marcel Tardin

Situações extremas requerem medidas extremas. O jargão popular não poderia se encaixar melhor com a conjuntura atual da carreira do curitibano Maurício “Shogun” Rua. O homem que chegou ao topo do Ultimate Fighting Championship, conquistando o título dos pesos-meio-pesados (até 93kgs) em 2010, hoje lida com uma sina de irregularidade dentro do maior evento de Artes Marciais Mistas do planeta. Se uma vitória renova a esperança de que os velhos tempos retornem, as derrotas vão deixando evidente que o tempo de um dos maiores ídolos do esporte de combate parece estar passando.

A cena não poderia ser mais melancólica: após o surpreendente nocaute do haitiano Ovince St. Preux sobre Shogun, com apenas 34 segundos de luta, as arquibancadas do ginásio municipal Tancredo Neves, em Uberlândia (MG), eram o retrato perfeito do impacto negativo do revés do brasileiro, protagonista da noite.

Verdade seja dita, Shogun não possui o approach de lutadores como Anderson Silva, Júnior Cigano, Rodrigo Minotauro e José Aldo – são mais midiáticos e volta e meia estão sob os holofotes. A credibilidade de Shogun é justamente com os fãs de verdade, os que entendem e acompanham o esporte e conhecem a trajetória rica do paranaense. Por isso uma derrota em solo nacional destrói ainda mais a já arranhada imagem do momento de Maurício no MMA.

E a história se repetiu: venceu Forrest Griffin, perdeu para Dan Henderson, venceu Brandon Vera, perdeu para Alexander Gustafsson, venceu James Te-Huna, perdeu novamente para Hendo e agora a derrota perante o ascendente St. Preux – que por mais que seja bom lutador é inquestionavelmente abaixo do que Shogun já apresentou em seu auge. Portanto as velhas questões surgem novamente… deve descer de categoria? Deve reformular seu camp e se isolar no exterior? Buscar outro evento de MMA para readquirir a confiança? Parar?

A verdade é que o futuro de Maurício Shogun segue nebuloso, porém a tendência é que a diretoria do UFC não opte por demitir o lutador, que ainda possui uma base de fãs grande, pelo retrospecto de sua carreira. No entanto, os próximos passos serão providenciais para que o ex-Chute Boxe demonstre se possui forças para reagir diante do momento péssimo na carreira ou se chegou o momento de dar um passo atrás a fim de dar dois à frente.

E isso pode significar a hora de pendurar as luvas ou buscar novos horizontes em uma carreira que já está gravada na galeria dos maiores ídolos do esporte, porém ofuscada por resultados que não combinam com os golpes fortes e a agressividade de um dos lutadores mais humanos do Brasil.

POSTADO POR: Cadu Bruno às 10:57
12 nov

Thomas Almeida comemora estreia vitoriosa no UFC e relembra ‘susto inicial’

Apontado como grande promessa brasileira no UFC quando foi contratado, Thomas Almeida correspondeu às enormes expectativas que o cercavam antes de sua estreia no octógono. Na noite do último sábado, dia 8, no UFC Fight Night 56, em Uberlândia, o atleta da Chute Boxe Diego Lima dominou o combate contra Tim Gorman pela categoria peso-galo (até 61,6kg), venceu na decisão unânime dos juízes e manteve seu cartel invicto em 18 lutas. Thominhas tirou das costas o peso da primeira apresentação na organização e, de quebra, ainda foi premiado com o bônus de melhor luta da noite, faturando US$ 50 mil (cerca de R$ 125 mil). Contudo, ele precisou de um susto logo no início da luta para entrar no ritmo da estreia.

Nos primeiros segundos do combate, Thomas Almeida foi atingido em cheio por um jab de Gorman, que gerou incomodo e inchaço ao redor do olho direito. Naquele momento, o norte-americano ainda tomou suas costas, mas em pouco tempo o brasileiro “pisou no acelerador” e colocou seu refinado muay thai em cena para acabar de vez com a pressão da estreia e qualquer chance de um resultado negativo.

“Foi ótimo, logo no início, tomar aquela pancada. Acordei rápido e senti que realmente estava no octógono do UFC. Deu aquela sacudida na cabeça e fui para dentro para mostrar meu jogo. Foi a luta mais dura que tive até agora na carreira. Precisava estrear em um desafio de fogo como esse. O Tim Gorman foi o rival que precisava” conta o jovem de 23 anos. “A história é outra no UFC, vi que é muito difícil. São os melhores lutadores do mundo. Senti a pressão inicial, mas foi só isso. O Gorman é um adversário forte, sabia que não teria vida fácil, mas valeu por tudo. Agora venci, estou aliviado e tranquilo para as próximas lutas”, completa.

Thomas Almeida venceu Tim Gorman na sua estreia no UFC (Foto: Divulgação)

Thomas Almeida venceu Tim Gorman na sua estreia no UFC (Foto: Divulgação)

Primeira vitória nas mãos dos juízes

Pela primeira vez na carreira, Thomas Almeida teve um combate decidido nas papeletas dos juízes laterais. Antes disso, o cartel era composto por 14 nocautes e três finalizações. “Sabia que essa luta poderia ir para a decisão. Batia no Gorman e via que ele não ia cair. Fiquei tranquilo, porque tive tempo para mostrar todo meu valor. Esse foi o lado bom. Bati muito mais, mas estava vendo que ele iria resistir. Busquei o nocaute, mostrei meu jogo agressivo, mas não consegui terminar a luta antes. Sei que no UFC vai ser sempre uma guerra”, pondera.

Empolgado, Thomas já projeta os novos desafios que o UFC pode lhe reservar. Ainda na euforia da primeira luta, ele quer um pouco de descanso, mas já sonha em se apresentar no início de 2015 e até sabe onde.

“Devo treinar um pouco ainda neste ano. Acredito que, entre fevereiro e março, eu tenha condições de subir no octógono. Gostaria que a luta fosse em São Paulo, quero lutar na minha cidade agora. Depois penso em lutar fora do Brasil. Seria maravilhoso estar em um card em São Paulo”, avisa.

POSTADO POR: Cadu Bruno às 2:56