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PUBLICADO EM 18.12.2016 - 14:42

No Sesc RJ e na Seleção sub-21, Giovane festeja volta às quadras como técnico

No Sesc RJ, Giovane volta a trabalhar como treinador. Foto Daniel Castelo Branco/ O DIA

No Sesc RJ, Giovane volta a trabalhar como treinador. Foto Daniel Castelo Branco/ O DIA

O escritório do Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 não é mais o seu local de trabalho. Aos 46 anos, Giovane Gávio retomou a rotina de treinos e competições e está novamente à beira da quadra, de onde já estava com saudade. Com dois ouros olímpicos no currículo, em Barcelona-1992 e em Atenas-2004, o ex-jogador se divide entre o comando do Sesc RJ e a seleção brasileira masculina sub-21.
“De certa forma, sempre lutei por este momento. Desde o dia em que eu saí do Sesi, tinha sempre esse desejo de montar de novo um projeto de vôlei. Essa oportunidade com o Sesc Rio veio ao encontro do que eu gosto e do que acredito. É um projeto para inspirar as pessoas. É muito bacana”, diz Giovane.
Na Seleção de base, ele também quer passar aos jovens a necessidade de dedicação total, que sempre foi o lema do técnico Bernardinho na equipe principal. “Eles precisam entender a responsabilidade que é jogar vôlei no Brasil, em função de que tudo o que o país tem conquistado nos últimos anos. São oportunidades importantes também de realização pessoal”, destaca Giovane.
Trocar experiências com Bernardinho — bem-sucedido ao se dividir entre o Rexona-Sesc e a Seleção masculina — tem feito parte da nova rotina de Giovane. “O Bernardinho falou: ‘Você tem que ter uma equipe de trabalho boa no Sesc, que vai seguir uma linha sua’. Sou meio cara de pau. Às vezes, vou assistir ao treino dele, converso com ele, pergunto as coisas. É assim que a gente cresce. É um privilégio. Sempre que tenho alguma dúvida, eu vou lá”, conta Giovane.
Com o Sesc RJ — que conquistou o título estadual em cima do Botafogo — o desafio principal é a disputa da Superliga B, em busca de uma vaga na elite do vôlei brasileiro para a temporada 2017/18. A estreia no torneio será no dia 7 de janeiro, contra o Uberlândia-Gabarito, em casa.
Como treinador, o bicampeão olímpico já sentiu o gostinho de ser campeão da Superliga, na temporada 2010/11, pelo Sesi (SP). “Essas situações são as melhores. Chegar a um resultado expressivo como esse serve de estímulo para querer passar de novo por situações como aquelas”, diz o treinador.

Giovane durante um treino do Sesc RJ: ele já foi campeão estadual com o novo clube. Foto Daniel Castelo Branco/ O DIA

Giovane durante um treino do Sesc RJ: ele já foi campeão estadual com o novo clube em cima do Botafogo. Foto Daniel Castelo Branco/ O DIA

TRABALHO NOS BASTIDORES

Depois da experiência em São Paulo, Giovane seguiu outros rumos e foi coordenador de vôlei, de vôlei de praia e de vôlei sentado do Comitê Rio-2016. “Foi um aprendizado enorme entender o outro lado da quadra, participar da organização, de tudo o que se faz necessário para que os Jogos aconteçam. Foi uma pós-graduação em gestão esportiva”, afirma o ex-jogador.
Atuando nos bastidores, ele teve a chance de assistir ao tricampeonato da Seleção masculina de vôlei na Rio-2016 exercendo a nova função. Ver o Brasil no alto do pódio era uma imagem que estava nos sonhos de Giovane durante toda a preparação para a Olimpíada.
“Foi muito bom. A todo instante quando a gente ia, de certa forma, construindo o Maracanãzinho, preparando todo o palco para os Jogos, a gente imaginava o hino nacional no fim”, revela. E completa: “Vimos o Maracanãzinho com todo o seu esplendor. As pessoas tinham muitas dúvidas e achei que ficou muito bacana. E, depois, veio a festa brasileira.”

Giovane trabalho no Comitê Rio-2016. Foto Daniel Castelo Branco/ O DIA

Giovane trabalhou no Comitê Rio-2016. Foto Daniel Castelo Branco/ O DIA

O caminho do Brasil até o tricampeonato olímpico, no entanto, não foi fácil. “Acompanhava de perto, vendo a angústia e, depois, a euforia de ter conseguido de novo. Teve o jogo contra a França, de vida ou morte (ainda na primeira fase), com um desfecho emocionante”, lembra Giovane.
Com tantos projetos pela frente em seu retorno às quadras, o técnico prefere não alimentar agora o sonho de um dia estar à frente da seleção brasileira principal: “Os meus desafios são tão grandes aqui que não dá para ficar sonhando muito com o futuro. Tenho a oportunidade de trabalhar como queria, tendo uma equipe competitiva, bem estruturada, como a gente acha que tem que ser. Estou tendo essa oportunidade com a Seleção juvenil, que já é um grande sonho. Primeiro vou pensar aqui.”

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