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PUBLICADO EM 16.05.2017 - 15:56

Ágatha e Duda de olho no pódio no Rio

Ágatha e Duda estão acostumadas a subir ao pódio. Foto Maíra Coelho/ O DIA

Ágatha e Duda estão acostumadas a subir ao pódio. Foto Maíra Coelho/ O DIA

Ágatha e Duda apresentaram a nova dupla em janeiro e, de lá para cá, colecionaram pódios. Foram cinco em etapas do Circuito Brasileiro, sendo dois ouros (um no Superpraia), duas pratas e um bronze, e ainda uma prata em uma etapa do Circuito Mundial, em Fort Lauderdale (EUA). Nesta semana, elas estarão novamente em ação, querendo manter o bom retrospecto da parceria. A missão agora é ir bem diante da torcida carioca, a partir de quinta-feira, na etapa do Rio do Circuito Mundial, na Arena do Tênis, no Parque Olímpico da Barra. Amanhã, haverá o qualifying do torneio.

“Eu imaginava que nosso time iria bem, pelo potencial individual de cada uma. No começo, imaginava que a gente iria demorar um pouquinho para pegar química. Aí que me surpreendeu. Eu acho que a gente conseguiu pegar essa química muito rapidamente e por isso foi possível fazer pódio em todas as competições, inclusive ter dois ouros é sensacional”, diz Ágatha, vice-campeã olímpica na Rio-2016 ao lado de Bárbara Seixas.

Das seis competições da dupla com Duda, Ágatha destaca especialmente o vice-campeonato em Fort Lauderdale, em fevereiro: “Essa talvez tenha sido a mais impressionante de todas. A gente pegou uma prata num torneio cinco estrelas. Estavam todos os times lá. Um dos jogos que foi incrível para nós foi contra a Walsh e a Ross pelas quartas de final. Foi um jogo de muita pressão, com a torcida toda para elas.”

Ágatha e Duda também já jogaram na Arena do Tênis, vencendo o desafio Gigantes da Praia. E nesta semana voltam ao local para a etapa do Rio do Circuito Mundial.  “Eu e a Duda estamos bem motivadas. É difícil falar que tem algum torneio que a gente não esteja motivada. A gente sabe que tem a oportunidade de crescer. E brinca que a cada competição colocamos uma coisinha na nossa bagagem e vamos melhorando como time. A gente começou colocando nessa bagagem o fato de aprendermos a jogar juntas, jogarmos felizes e sermos agressivas dentro de quadra”, destaca Ágatha.

Com a convivência, as duas encontraram afinidades. “A gente é muito feliz. Tem um coração muito bom e isso ajuda no entrosamento dentro e fora de quadra. A gente é organizada, tem agonia de tudo bagunçado. E somos vaidosas também”, conta Duda, dizendo que não sente a diferença de idade — ela tem 18 anos e Ágatha, 33 anos. “Como ela vive sempre brincando, é mais fácil de eu me comunicar. Se fosse uma pessoa muito séria, com a idade que ela tem e com a minha diferença, eu não iria conseguir me soltar. Ia me travar. Mas a gente conversa do vôlei e de outras coisas. A Ágatha tem juventude, acho que mais do que eu”, diverte-se Duda.

Aos 18 anos, Duda carrega a responsabilidade de ser uma das promessas para os Jogos de Tóquio-2020. “Cada torneio a gente tem um objetivo. Nosso foco é Tóquio, mas ainda tem muito chão para percorrer. Quero estar lá, mas vou pensando a cada ano em como vai ser. Neste ano temos o Mundial. A cada anos vamos chegando mais perto e nos adaptando nos torneios”, diz Duda.

Para investir no sonho de competir em Tóquio, Duda teve que deixar o Sergipe, seu estado natal, para morar e treinar no Rio. “Sempre viajei. Mas agora realmente eu saí da minha casa. Os primeiros meses foram difíceis porque eu não sabia como cuidar da casa e como cuidar de mim. Mas minha mãe me explicou como fazer as coisas e minha equipe me ajudou muito, querendo saber sempre como eu estava. Hoje consegui realmente me adaptar”, acrescenta Duda.

Neste ano, a grande meta da dupla é a Copa do Mundo em Viena, na Áustria, a partir do dia 28 de julho. “A gente quer muito jogar em Viena. Vai ser muito legal porque é um torneio grande. Depois da Olimpíada, é o maior torneio de vôlei de praia e vamos ter a oportunidade de crescer muito como time. Queremos muito conseguir subir ao pódio lá e estamos trabalhando para isso”, ressalta Ágatha.

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