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PUBLICADO EM 16.06.2017 - 14:51

‘Se não estiver no meu melhor, não quero estar na Seleção’, afirma Thaisa

Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Submetida a uma cirurgia no joelho esquerdo no dia 6, Thaisa sabe que vai precisar de muita paciência na recuperação. Em 2015, ela operou os joelhos e se reabilitou a tempo da Rio-2016. “Ainda é muito cedo para falar sobre a evolução da cirurgia. Mas a recuperação, desta vez, será mais longa. O meu menisco estava muito lesionado e terei que ter o maior cuidado do mundo para que recupere e cicatrize bem. Como é um local pouco vascularizado, a cicatrização é um pouco mais lenta. Terei que ter paciência”, diz Thaisa, que recebeu no hospital a visita de Marco Aurélio Motta, novo técnico do seu time, o Eczacibasi, da Turquia: “Ele foi me visitar e conversar um pouco comigo. Eles estão sempre procurando saber como estou e se está tudo indo bem. Estão me dando suporte nessa fase”.

Ao voltar da Turquia, ela chegou a fazer fisioterapia e trabalhos físicos com a Seleção em Barueri (SP): “O Zé Roberto (José Roberto Guimarães) foi incrível em me oferecer o seu espaço e suporte para me ajudar na reabilitação. Não estive com a Seleção como convocada. E tenho um caminho bem longo e difícil para me reabilitar e voltar a jogar em alto nível novamente. Não sei se estarei num nível tal que possa vir a ser convocada. Até porque, se não estiver no meu melhor, eu não quero estar na Seleção”.

A central — que antes defendia o Vôlei Nestlé (SP) — lembra a reabilitação anterior: “No ano passado, vivi momentos muito difíceis, em que precisava de ajuda após a cirurgia nos joelhos que fiz em 2015. Não consegui treinar o quanto gostaria e precisava. Porque, se treinasse, não conseguiria jogar, e o importante para o meu clube era jogar. Por conta disso, me apresentei à Seleção sem estar treinando e precisando de suporte. Foi um período muito, muito difícil e não sei se quero passar por isso novamente.”

Por enquanto, Thaisa fica na torcida pela equipe brasileira, que acaba de conquistar o Torneio de Montreux, na Suíça. “Torci e fiquei muito feliz pelas meninas e pelo grupo. Sempre é bom começar bem um caminho que vai ser muito longo e difícil em cada passo que for dado. Por isso, é importante começar tão bem assim”, diz a bicampeã olímpica.

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