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PUBLICADO EM 30.06.2017 - 14:19

“A gente vai entrar com tudo para tentar esse decacampeonato aqui no Brasil”

Rapha em ação pelo Brasil: ele destaca a importância do torcedor na fase final. Foto Divulgação FIVB

Rapha em ação pelo Brasil: ele destaca a importância do torcedor na fase final. Foto Divulgação FIVB

A partir de terça-feira, quando estreia na fase final da Liga Mundial de vôlei, diante do Canadá, no estádio do Atlético-PR, em Curitiba, a Seleção masculina de vôlei vai em busca do décimo título do torneio. No dia 6, será a vez de enfrentar a Rússia. Se avançar à semifinal, o Brasil joga no dia 7. A decisão será no dia 8. De volta à equipe brasileira neste ano, o levantador Rapha analisa os adversários, fala sobre a expectativa sobre a etapa decisiva e diz que não faz planos de aposentadoria aos 38 anos.

Qual é a sua expectativa por jogar a fase final da Liga Mundial no estádio do Atlético-PR, a partir de terça-feira?

“As expectativas são as melhores: poder vivenciar tudo isso no Brasil, em um campeonato importante depois dos Jogos Olímpicos, poder contar com o apoio de toda a torcida e de todo o Brasil que vai nos assistir. Cada torcedor será um jogador a mais que nos ajudará muito. A motivação já aumenta por ser em um estádio e em uma situação inédita. Tenho certeza de que a gente vai entrar com tudo para tentar esse decacampeonato aqui no Brasil”.

O que esperar dos confrontos contra Canadá e Rússia na briga por uma vaga na semifinal?

“Serão dois confrontos muito difíceis. O Canadá tem um time muito coeso, unido, e que joga muito bem junto, apesar de não ter grandes estrelas. Vamos precisar da ajuda em todos os aspectos, de tudo o que pudermos contar de positivo para que a gente possa vencer. A Rússia é um time jovem, com tradição, com jogadores muito altos, fortes, e que tem como grandes características o ataque e o bloqueio. Com certeza é um jogo que requer muita habilidade brasileira para deixá-los em dificuldades nos momentos mais difíceis e, além disso, contar com a nossa experiência e a oportunidade de estarmos fazendo a fase final no Brasil”.

Aos 38 anos, até quando você se imagina jogando vôlei e quais são seus planos em relação à seleção brasileira?

“Eu chego aos 38 anos muito feliz mesmo por tudo que o vôlei me presenteou em toda minha carreira. Ainda tenho muito essa vontade de jogar e o frio na barriga toda vez que vou para um jogo. Eu me vejo realmente muito motivado ainda para continuar a minha caminhada no vôlei. Tenho certeza de que, quando tudo isso acabar, é a hora de parar e de repensar no meu futuro. Mas, no momento, nem penso nisso. Não penso em quando parar e em até quantos anos estarei jogando. Vou de acordo com essa motivação que me alimenta diariamente, de poder levantar todos os dias da cama e ir empolgado e feliz para fazer aquilo que eu amo e que fiz durante toda a minha vida. A seleção brasileira é um complemento de tudo isso, uma consequência. Então também quero deixar acontecer tudo naturalmente, na hora certa e no tempo certo. Dou o meu máximo, como sempre dei, no clube e na Seleção, e até quando puderem contar com a minha contribuição, quero ajudar e poder fazer parte da Seleção que me enche de orgulho e de honra em poder representar o nosso país”.

Qual é a sua expectativa para a temporada 2017/18 pelo Taubaté depois do vice-campeonato da última Superliga?

“As expectativas da temporada no Taubaté são as melhores também. Um time que vem motivado, que tem mudado em algumas posições, e que para essa temporada contará com jogadores estrangeiros de muita qualidade e com muita vontade para jogar a Superliga e defender o Taubaté. Tenho certeza de que o conjunto de tudo isso faz com que a gente possa realizar uma temporada maravilhosa e, quem sabe, melhor ainda do que foi a passada”.

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